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Andando com Jesus
Jesus é o bom pastor
Por Estêvão Canfield*
 

[01.08.2007] Texto: João 10. 11–18. Com os ouvidos atentos. Este texto acima é um desdobramento do discurso de Jesus. No capítulo dez, dos versos um ao verso dez, Jesus diz que ele é a porta das ovelhas, a partir do verso onze Ele afirma que é o bom pastor. Como o discurso é o mesmo o contexto também é o mesmo. Lembremo-nos que Jesus  está se dirigindo à alguns fariseus que o criticavam por causa da cura de um cego de nascença (capítulo 9). Na verdade,  esses líderes religiosos odiavam a Jesus e tramavam um plano para matá-lo. Jesus, de início, se afirma como sendo, Ele mesmo, a porta do redil:  através dele, e somente dele é que passam os verdadeiros pastores e as verdadeiras ovelhas, que formam a autêntica comunidade dos seus seguidores. Os fariseus nunca aceitaram Jesus como sendo o Messias, o Cristo de Deus, aquele que haveria de vir e, por esta razão, o rejeitam de maneira violenta.

Os mesmos problemas do mundo religoso conturbado na época de Jesus continuam nos nossos dias. Falsos profetas, seitas, heresias, religiosidade aparente, distorções, etc. Existem os que não aceitam a palavra de Jesus e aqueles que se fazem passar por discípulos, mas que distorcem os ensinos do Mestre. Por isso, é muito importante permanecer fiel ao que Jesus disse: “Se vós permancerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos.” (João 8. 31). Bom também é que tenhamos em nossa mente as palavras do apóstolo Paulo: “Ninguém vos engane com palavras persuasivas”. (Colossenses 2 .4)

O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. Jesus chama para si a prerrogativa de bom pastor. A primeira qualidade do bom pastor é que ele dá a sua vida pelas ovelhas. Esta não é uma figura de linguagem, ou simples poesia, mas algo que se cumpre fielmente na vida de Jesus. Ele fala de maneira enfática e decidida sobre o seu martírio de cruz, como alguém extremamente lúcido que tinha a plena consciência de seu destino. Nós só podemos falar da nossa salvação, porque um dia o  Senhor Jesus deu a sua vida na cruz do calvário por nós. O crédito foi dado inteiramente à Jesus: Ele nos via como ovelhas “que andavam desgarradas e errantes, e que não têm pastor”, isto é, perdidos. (Mateus 9. 36) Pedro tinha entendido plenamente isto quando escreve a sua segunda carta e diz:

”Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas.

Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano; sendo injuriado, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente; levando ele mesmo os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro, para que mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.
Porque éreis desgarrados, como ovelhas; mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas almas.” (II Pedro 2)

Segundo John Stott, no seu livro A Cruz de Cristo, “Jesus podia dar a sua vida pelas suas ovelhas porque ele era o cordeiro sem mácula, portanto, era o sacrifíciio aceitável a Deus, que é santo.”1  Santidade de vida é a base do nosso relacionamento. Quando nós temos  um bom relacionamento com Deus temos um bom relacionamento com os nossos discípulos. Dizer que está muito bem com Deus, quando não está bem com os irmãos, é faltar com a verdade. O pecado é que nos separa de Deus e dos nossos irmãos. Ao dar a sua vida por nós, Jesus tira de nós o peso do pecado. (Hebreus 9. 13.14)

O mercenário não é pastor. Ao mesmo tempo que Jesus fala dele mesmo como sendo o exemplo do fiel e bom pastor, ele fala daquele que é mercenário. Mercenário é aquela pessoa que “trabalha ou age apenas por interesse financeiro, por dinheiro ou algo que represente vantagens materiais.”2 

Quão longe estão do caminho de Cristo aqueles que querem enriquecer às custas do ministério. O conselho que Pedro dá aos líderes na sua segunda carta é: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade.” (II Pedro 5. 2)

O mercenário é o líder que não tem ovelhas e quando vem o lobo ele foge, deixando o rebanho à mercê do inimigo, que por sua vez “as arrebata  e as dispersa”. O líder que é líder não foge na hora do problema, ele tem um compromisso com o Senhor e permanece fiel àqueles que o Senhor lhe confiou. Jesus foi fiel aos seus discípulos porque Ele tinha um relacionamento íntimo com o Pai. É deste relacionamento íntimo que vem uma das principais marcas do seu caráter e liderança: “assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas. (Mateus 10 .15) 

Aplicação Prática. Conhecer a Deus deve ser o alvo máximo de nossa vida. Jesus conhece as ovelhas e as ovelhas conhecem a Jesus.(vs. 14) Vimos como este relacionamento foi decisivo na vida, ministério e obra de Jesus de Nazaré. Ele tinha intimidade com o Pai e, em conseqüência desta intimidade, é que pôde cumprir cabalmente o ministério que lhe foi confiado. Jesus é o bom pastor e o nosso exemplo maior quando andamos nas suas pegadas iremos cumprir o ministério e as metas que nos foram propostas.

Muitos líderes tem deixado de cumprir o propósito e chamado que Deus lhes tem dado porque, em vez de buscar a face do Pai, estão olhando para si mesmos. Se sentem cansados e desanimados diante dos problemas, desafios do ministério. Jesus olhava para o Pai em primeiro lugar, esta era a sua fonte de inspiração, coragem e poder para permanecer e jamais fugir.

Deus tem nos chamado nestes tempos do fim para sermos pais e mães de multidão. É olhando para o supremo pastor das nossas almas que nós iremos conquistar as vidas para Jesus.

 1 Stott, John. O Cruz de Cristo. Editora Vida. São Paulo. 2004. Página 125.   
 2 Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. http://biblioteca.uol.com.br/


A semente que se multiplica

Na parábola do semeador em Mateus 13, Jesus ilustra o crescimento do reino de Deus. Uma semente é colocada na terra com o objetivo de se multiplicar. O grande dilema do semeador que semeia esperando colher é saber se o solo onde plantou é frutífero ou não.  Não existe dúvidas sobre a qualidade da semente, ela é indiscutivelmente excelente. 

No entanto o semeador tem uma expectatitva. Ele sabe que não é em todo o lugar que plantou que pode colher, porque a condição para a colheita está no tipo de solo onde a semente foi plantada. O solo é que determina a produtividade. Solo ruim fruto nenhum. Solo bom muito fruto.

Jesus diz que o solo é o nosso coração. A semente é a palavra de Deus que vem do próprio Senhor e que é dono da seara. O único objetivo do que semeia é alcançar uma grande colheita.  Existe uma meta, um objetivo no coração de Deus. Ele quer produção, ele quer fazer com que vidas sejam ganhas, libertas do poder do diabo e assim o seu reino cresça.

O Senhor quer mais, muito mais, e somos nós que temos a função de produzir. No entanto vemos que muitos têm a tendência de achar que já fizeram o seu trabalho e agora reclamam que estão cansados e que precisam cuidar de outras coisas que consideram mais importantes. Com isso deixam de trabalhar na lavoura de Deus.  O Encontro foi bom, fiz a Escola de Líderes, estou frequentando uma célula, que mais Deus pode querer de mim. Esta é uma mentalidade religiosa. Lendo e examinando as sagradas escrituras vemos que o dia da grande colheita se aproxima. O Senhor disse que irá mandar os seus anjos para executar a colheita, será neste tempo que iremos verdadeiramente ver o fruto de nossas mãos. Devemos nos lembrar que é somente nos céus que iremos receber galardão. Se a nossa meta é viver eternamente com Jesus, que tipo de investimento temos feito no reino dos céus. Enquanto estivermos aqui devemos trabalhar para o Senhor, e jamais pensar que já fizemos tudo que deveríamos ter feito.

Tem muita coisa a ser feita ainda, precisamos cumprir as metas que nos foram propostas pelo Senhor. Jesus disse: “Meu pai é o agricultor.” Fica bem claro na parábola de Jesus quem quando verdadeiramente colocamos o nosso coração na obra do Senhor a produção, necessariamente, vem.  Caso contrário os frutos não aparecem.

De cada quatro somente um frutifica como o Senhor espera. Qual destes tipos de solo você se encaixa?.•


*Estêvão Canfield é pastor da New Canaan United Methodist Church, uma igreja em células, em Elizabeth, New Jersey.É bacharel em Teologia e jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo.

 
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