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OPINIÃO
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Violência doméstica
Por Estêvão Canfield*
 

[01.08.2007] Calcula-se que ocorram cerca de 960 mil incidentes de violência contra esposas, ex-cônjuges, namorados ou namoradas a cada ano, e que cerca de três milhões de mulheres sofrem abuso físico por parte de maridos ou namorados nos EUA.

A exemplo do que ocorre nos Estados Unidos, com O “Dia de Não Bater” (Spank Out Day), criado em 1998, o Brasil também também participa do combate à violência.“Toda iniciativa para coibir a violência tem de contar com o apoio de todos, pois violência gera violência e paz semeia mais paz”, afirma o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso.

Estima-se que, anualmente, de 133 a 275 milhões de crianças em todo o mundo sofrem violência doméstica, segundo o relatório do Estudo Global sobre Violência contra a Criança, elaborado pela ONU (Organização das Nações Unidas) junto aos 192 países membros.

Levando-se em conta este contexo seria impossível dizer que a violência doméstica não tenha afetado de igual maneira os lares de imigrantes aqui na América.

O fato de se viver na clandestinidade e o medo de comparecer a uma corte têm sido  fatores que contribuem para o aumento da violência.

Aquelas que mais são afetadas com a violência doméstica são as mulheres e as crianças inocentes que muitas vezes assistem a agreção verbal e física entre os pais.

Este tipo de situação gera crianças que irão apresentar alguma deficiência na escola. Muitas delas se tornam agressivas e desreipeitosas em relação as  autoridades. A partir destes incidentes passam a ser indivíduos que passam a ter dificuldade de concentração e aprendizado.

O interessante é que nem sempre o homem é o agressor, ou pelo menos o que inicia a briga. Tenho acompanhado muitas desavenças matrimoniais onde a mulher foi quem deu o primeiro tapa e depois disso a situação reverteu. Isto creio ser a minoria das situações, geralmente o homem é covardemente o agressor.

Famílias desajustadas irão formar indivíduos desajustados que irão trazer transtornos para o meio onde vivem.

Infelizmente, a agressão física e verbal passa a ser parte do quotidiano de muitas crianças e mulheres que  vivem constantemente sob este estado de tensão e stress.

Doenças oportunistas podem se manifestar em situações onde o stress emocional pode causar a queda da defesa do organismo.

É sempre bom lembrar aos infratores  que a agressão física aqui, nos Estados Unidos, leva milhares de pessoas para detrás das grades todos os dias.

Muitas mulheres são chantageadas covardemente pelos seus agressores. Imigração não tem nada a ver com estes casos. A arma de defesa da mulher é a denúncia contra o crime covarde que gera dor e trauma.•

*Estêvão Canfield é pastor da New Canaan United Methodist Church, uma igreja em células, em Elizabeth, New Jersey.É bacharel em Teologia e jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo.•

 
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