[08.08.2007] Texto: João 11. 25-26. A situação chegou ao seu extremo. Quando Jesus chega a Betânia, Lázaro já havia sido sepultado. Para Marta e Maria, as irmãs do falecido, o que poderia ter sido feito, não foi feito. Elas haviam esperado por Jesus, mas ele não veio na hora que elas esperavam. Além do luto elas lutavam com o sentimento de abandono. Ao receber a notícia da enfermidade Jesus disse: “Esta enfermidade não é para morte, e sim para a glória de Deus, a fim e que o Filho de Deus seja por ela glorificado.” Aparentemente Jesus havia dado prioridade a outros assuntos que poderiam ser mais importantes. Mas Ele sabia qual era o propósito eterno, que nem sempre entendemos pela lógica humana, veja que os discípulos não entenderam.
A intercessão do Espírito. Note a reação de Marta. Mesmo diante da frustração e da dor havia algo que agia no sobrenatural, era um tênue fio de esperança e fé que começaria a ser fortalecido com a presença do Senhor. Aqui a linguagem do espirito se contrapõe a linguagem lógica e racional. Na verdade, o Espírito já estava começando a preparar o palco para a ação do milagre. Marta tem fé em Jesus, mas hesita diante de uma oração impossível de ser formulada.”1 No nível do sobrenatural o Espírito Santo intercede junto ao coração de Marta: Não é o fim, espera e crê; por isso diz “também sei que, mesmo agora, tudo quanto pedirdes a Deus, Deus te concederá.” (vs. 22)
As palavras de Marta parecem não serem compatíveis com a situação e com os sentimentos dela. Havia alguém mais agindo naquela situação. Era o Espírito Santo. As palavras que saiam dos lábios de Marta tinham sido sussurradas pelo Espírito ao seu coração. É o que Paulo explica em Romanos 8. 26:” o Espírito nos ajuda na nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis.” Naquele momento o Espírito de Deus começa a interceder porque ele é o paracleto, o intercessor, aquele que protege, defende e guia os escolhidos.
Se crermos em Jesus, mesmo diante da tragédia, iremos ver a sua glória e poder. A morte de Lázaro ocasionará o milagre que fortalecerá a fé de Marta. O morto não podia fazer nada, mas o poder de Jesus ressuscitaria os mortos, porque Ele mesmo disse: “eu sou a ressurreição e a vida.”
Orar o impossível. A oração da fé muitas vezes irá nos desafiar a ir contra a lógica racional e humana. Todos nós, seres humanos, temos a tendência natural de crer naquilo que podemos explicar. A lógica está atrelada a coerência de raciocínio e a nossa inteligência, mas a natureza da fé irá nos levar para além do que podemos imaginar, pois a fé opera segundo o poder de Deus. (Efésios 3. 20) A fé não contempla a circunstância, mas olha para aquele que opera o milagre, aquele que se sobrepõe a toda e qualquer a circunstância, a pessoa do Senhor Jesus. Se estivermos conectados, em sintonia, com a pessoa do Senhor Jesus estaremos andando no terreno do sobrenatural, onde a fé sem limites atua . O impossível é aquilo que apresenta extraordinária dificuldade e que não pode ser realizado por nós. O impossível para o homem é o possível para Deus.”se creres verás a glória de Deus”. (vs. 40) Também o apóstolo diz: “o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 6. 23) O milagre da fé ocorre, independentemente, da lógica e do raciocínio: “o homem que pecar, este morrerá,” isto é bem lógico. Porém a palavra da fé diz: ”a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.” (Romanos 8. 2) Se a nossa fé estiver limitada ao ordinário e circunstancial deixará de ser fé e morreremos em nossos pecados.
Fé e circunstância. Se andamos pela fé, já não andamos pelo que vemos. Pois o que vemos não é fé. O autor de Hebreus define fé como: ”o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem. (Hebreus 11. 1)
A fé tem o poder de mudar o estado ou a condição de coisas ou pessoas. Tem o poder de trazer à existência aquilo que não existe. Nós limitamos a nossa fé quando olhamos para o problema e não para Deus.Quando ouvimos o que o problema diz e não o que a Palavra de Deus diz. Quando cremos na palavra de uma maneira prática e positiva, estamos aumentando e fortalecendo a nossa fé.
O primeiro passo para se ter uma grande fé é ouvir o que diz a Palavra de Deus. Se você está passando por lutas e problemas procure ver o que Deus está dizendo sobre esta situação. Ouça a voz do Espírito. Paulo diz: “A fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus” (Romanos 10. 17)
Aplicação prática: Se verificarmos que numa determinada área a nossa fé é nula ou pequena, devemos procurar encher o nosso coração com o que diz a Palavra de Deus.
Se o seu problema é saúde: ouça o que a Palavra de Deus diz em relação à Cura Divina (Isaías 53:4, 5; Actos 10:38; Salmos 103:3), etc.
Se o seu problema está a área de Finanças: ouça o que a Palavra de Deus no que diz respeito a prosperidade (Malaquias 3:10, 11; Filipenses 4:19; Isaías 1:19), etc.
Viva a sua fé de uma maneira prática e você irá experimentar o que Jesus diz, quando afirma: “Eu sou a ressurreição e a vida.”
Oração: “Senhor Jesus eu declaro aquilo que a tua palavra declara a meu respeito. Eu declaro que “sou mais do que vencedor, por meio dAquele que me amou e se entregou por mim. Eu declaro que fui lavado no teu sangue precioso e este sangue testifica a meu favor e repreende ao Dragão, à serpente, aos demônios, às forças da maldade. O mesmo sangue repreende a enfermidade, repreende a opressão, repreende a maldição, repreende a angústia e o mal é lançado fora da minha vida, fora da minha família, agora o poder que ressuscitou a Jesus dentre os mortos vive dentro de mim. Aleluia! Amém!”
1 Biblia de Jerusalém. Edições Paulinas. São Paulo, SP. 1973.
Você é fiel?
“O que se requer dos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel.” (I Corintios 4. 2). O que é um despenseiro? Despenseiro é um administrador, um mordomo, um gerente. Ele administra as coisas do seu Senhor. Ele não faz aquilo que ele quer, ou que gostaria de fazer. O despenseiro faz aquilo que o seu patrão manda fazer.
Esta é uma figura de linguagem que a maioria das pessoas não gosta de usar. O bom, dizem eles, é ser livre para fazer o que bem entende. No entanto, se somos administradores não somos os proprietários, somos somente aqueles que administram o que lhe és confiado.
Outra coisa que subentendemos no texto é de que um administrador, ou despenseiro, presta contas de sua administração, pois ele está sujeito ao juízo do seu Senhor. O despenseiro fiel não tem o que temer se verdadeiramente for encontrado fiel ao que lhe foi confiado. Por outro lado, aquele que não é cem por cento fiel terá que fatalmente acertar contas com o seu Senhor.
Jesus ilustra isto na parábola dos talentos em Mateus 5. 14-30. O Senhor confia aos seus servos certa quantia, mas vem a hora quando pede contas de tudo o que foi confiado.
Existem duas expressões que o Senhor usa no texto acima:
- “Muito bem servo bom e fiel; foste fiel no pouco sobre o muito te colocarei entra no gozo do teu Senhor.”
E para um outro ele diz:
“Servo mau e negligente... tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez... lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.”
O senhor nos confiou dons e talentos para serem usados na sua obra. Ele confia que os usemos da melhor maneira possível e, assim, Seu nome é engrandecido e glorificado.
Em se tratando das coisas materiais, grande ilusão é pensar que possuímos algo definitivamente. Nada nos pertence difinitivamente. Usamos os nossos bens por algum tempo aqui neste mundo, ao partirmos deixamos tudo para trás.
Quando nos convertemos entregamos a nossa vida nas mãos de Deus, para viver pelo caminho da fé. O Senhor Jesus deseja ser o Senhor de todas as coisas e não somente de algumas áreas de nossa vida. Quando somos fiéis naquilo que o Senhor nos confiou poderemos experimentar aquilo que Ele nos prometeu.•
*Estêvão Canfield é pastor da New Canaan United Methodist Church, uma igreja em células, em Elizabeth, New Jersey.É bacharel em Teologia e jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. |