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22.08.2007 imprimir Imprimir
 

Entre o real e o virtual
by Estêvão Canfield

O que é real na crise que financeira que se abate sobre o mundo?
O real é que os Estados Unidos criou uma economia virtual.

O dicionário Aurelio define virtual como aquilo que “existe como faculdade, porém sem exercício ou efeito atual. Algo que pode se realizar; que tem um potencial.” Mas como se vê virtual e bem diferente do que é real. 

O mercado imobiliário americano viveu durante muito tempo uma bolha inflacionária e especulativa que não correspondia a  realidade do mercado. As informações eram maquiadas para fazerem subir as cotações da bolsa e assim criar um ambiente de que tudo estava indo bem, ou de que aparentemente havia produção e liquidez de mercado.

Já diz o ditado popular de que “mentira tem perna curta”... “uma pessoa pode enganar por muito tempo, mas não o tempo todo”... “uma hora a casa cai” e blablabla bá! Tudo isto para dizer que a economia norte-americana faz água e que a crise vai ficar por mais algum tempo em cena.

A intervenção do FED, Federal Reserv, o Banco Central dos Estados Unidos injetou dinheiro na economia para dar um alívio e aumentar os ânimos dos investidorres. Agora a úlitma notíca é de que irá cortar os Fed funds (juro básico) antes da próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), marcada para 18 de setembro. Esta é uma das “esperanças” para sair desta situação, dizem os analistas. Para muitos, seria o caminho mais rápido para impedir que as turbulências dos mercados de capitais contaminem a economia “real”.

No entanto, integrantes do Fed, entre eles o próprio presidente Ben Bernanke, têm enviado sinais, de que a autoridade monetária está relutante em adotar essa “solução”. A indecisão do Banco Central americano mantém a angústia e a incerteza das bolsas de valores.

Como os Estados Unidos é o carro-chefe da economia mundial o resto do mundo vai a reboque. Até quando os bancos centrais continuarão injetando recursos para socorrer os bancos privados? A situação desta crise é diferente das outras. A exemplo do Brasil, países mais pobres como China, Índia, Rússia, México tem reservas elevadas para segurar a crise por um bom tempo. Mas como se sabe não é por um longo tempo. Não adianta o senhor Lula da Silva dizer que o Brasil está fora da crise do mercado mundial. Isto é conversa fiada! Se o negócio piorar o Brasil e os outros países alinhados dançam também, e diante disto qualquer previsão é possível.

A situação é grave e os jornais norte-americanos estão usando de muita cautela para não por mais lenha na fogueira. Se a bolsa se alimenta de especulação, qualquer notícia pode influenciar nas cotações da bolsa. Por isso é que a mídia tem sido discreta e com isso a verdade fica obscurecida.

Nós só iremos realmente saber o que acontece daqui há alguns meses, quando tudo esfriar e a crise passar, por enquanto é torcer para que  esta turbulência verdadeiramente passe.
 
 
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