Botafogo estréia 'casa nova' e vence River Plate na Sul-Americana
Rio - O Botafogo estreou sua nova casa, o Estádio Olímpico João Havelange, com vitória sobre o River Plate, por 1 a 0, na noite da quarta-feira, pelas oitavas-de-final da Copa Sul-Americana. Com o resultado, a equipe carioca tem a vantagem do empate no jogo de volta, dia 27, em Buenos Aires, para avançar na competição. A moderna arena recebeu bom público: 39 500 pagantes.
A partida foi a primeira no Engenhão desde que o Botafogo passou a ser o concessionário do estádio, construído para o Pan, na zona norte do Rio de Janeiro.
O técnico Daniel Passarella passou grande parte do primeiro tempo sentado no banco de reservas. Nos minutos iniciais, estava tranqüilo. O Botafogo não conseguia superar o forte bloqueio defensivo do River Plate, que abusava de cometer faltas em seqüência.
O árbitro Oscar Ruiz poderia ter sido mais rigoroso e distribuído mais cartões amarelos. No entanto, aos poucos, a equipe brasileira foi se impondo. Após bela troca de passes, o meia Zé Roberto acertou um forte chute na trave, aos 34 minutos.
Até então calada - só havia vibrado com a bolada que o juiz recebera nas costas -, a torcida do Botafogo passou a jogar junto com o time.
Pressentindo o pior, Passarella foi à beira do campo, visivelmente irritado. Gesticulou, reclamou e orientou seu grupo Porém, não viu melhoras e voltou para seu cantinho. De lá, viu o ala direito Joilson pegar bem na bola de fora da área e fazer Botafogo 1 a 0. O goleiro Carrizo colaborou. Estava adiantado e levou uma bola por cobertura.
O River Plate e seu treinador mudaram de comportamento na etapa final. A equipe visitante lançou-se mais ao ataque, embora continuasse a errar muitos passes. Seu maior destaque, o meia Beluschi, quase não foi notado em campo.
Já Passarella adotou uma postura mais participativa. Talvez tenha se espelhado no modo de agir do técnico Cuca, do Botafogo, que passou o jogo inteiro próximo à linha lateral dando instruções e, às vezes, puxando a orelha dos jogadores. |