Universidade dos EUA rejeita cancelar palestra de presidente do Irã
A Universidade Columbia informou ontem que não planeja cancelar uma palestra que será ministrada pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. A instituição é pressionada a desistir do evento por setores de Nova York, cidade que já negou ao presidente do Irã acesso ao marco zero.
Ahmadinejad viaja aos EUA para realizar um discurso na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas. Ele deve comparecer na próxima segunda-feira (24) a uma sessão de perguntas e respostas que será feita com alunos e professores de Columbia.
Christine Quinn, porta-voz do Conselho da cidade de Nova York, disse na quinta-feira que a universidade deveria abortar o evento. "A idéia de Ahmadinejad como um convidado de honra em algum lugar de nossa cidade é ofensiva a todos os nova-iorquinos", afirmou Quinn.
Ahmadinejad já chegou a dizer que o Holocausto era um mito e pediu diversas vezes a destruição de Israel. A palestra dele em Columbia também foi condenada por grupos judaicos, inclusive a Organização da Defesa Judaica, que chegou a descrever Ahmadinejad como "o Hitler do Irã". No ano passado, a universidade cancelou um evento com Ahmadinejad alegando questões de segurança e problemas logísticos.
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, disse ontem que a universidade é livre para convidar Ahmadinejad para falar. "No entanto, pessoalmente, eu não iria ouvi-lo, eu não me importo pelo que ele diz", afirmou Bloomberg. A Casa Branca informou que a presença de Ahmadinejad em Columbia não é um assunto no qual tenha um papel a influir.
"Este é um país onde as pessoas podem vir e falar, expor seus pontos de vista e estamos orgulhosos disso. Inclusive quando se trata de gente cujas opiniões e idéias nos parecem aborrecedoras, até mesmo perigosas", afirmou o porta-voz Tony Fratto.
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