Senado dos EUA barra norma que reduziria orçamento para Iraque
O presidente dos Estados Unidos, George W.Bush, defendeu na quinta-feira seu plano de cortes reduzidos no número de militares americanos que servem no Iraque. Enquanto isso, o Senado não aprovou uma norma que reduziria o orçamento para o conflito no Iraque a partir de junho de 2008, aproximadamente na mesma época que uma retirada de cerca de 30 mil militares americanos do país do Oriente Médio se completaria.
O resultado da votação foi uma derrota para os democratas, opositores dos republicanos. O presidente dos EUA, George W.Bush, é um republicano. O projeto de norma foi proposto pelo senador Harry Reid, líder dos democratas no Congresso, e pelo também democrata senador Russ Feingold.
Reid não conseguiu angariar apoio suficiente entre os republicanos para aprovar a proposta, uma das medidas contra guerra que o partido tentava aprovar na Casa.
Em maio, uma proposta similar, também proposta por Reid e Feingold, foi reprovada pelo Senado. Na época, alguns democratas disseram que votaram contra a proposta porque eram contrários à idéia de restringir orçamento para dar um fim ao conflito, porque isto poderia prejudicar os militares americanos no Iraque.
Os democratas tentam se unir para uma proposta que estabeleceria o fim da presença militar americana no Iraque em nove meses. No entanto, o senador democrata Carl Levin, presidente do Comitê de Serviços Bélicos do Senado, afirmou acreditar que esta proposta falhará, pois os republicanos se recusam a estabelecer um prazo para a retirada.
"Eles querem esta guerra mais do que querem proteger nossos soldados", disse Reid. Antes do texto proposto por Reid, o Senado aprovou uma condenação a um anúncio do grupo anti-guerra MoveOn.org que acusava o comandante das Forças Americanas no Iraque, general David Petraeus, de traição. Bush criticou os democratas por não condenaram de maneira mais firme a ONG que patrocinou o anúncio.
|