Ataques a bomba matam 37 no Iraque em menos de 24 horas
Bagdá - Ataques a bomba deixaram pelo menos 37 mortos e 74 feridos no Iraque nas últimas 24 horas, abalando o que havia sido até agora um mês relativamente tranqüilo do Ramadã - o mês sagrado para a religião islâmica, quando o Alcorão foi revelado. Ontem, pelo menos 15 pessoas foram mortas ou tiveram seus corpos encontrados nas ruas de Bagdá, enquanto em Basra houve um ataque ao quartel-general da polícia que deixou 3 mortos e 20 feridos.
Na manhã de ontem, um carro-bomba dirigido por um suicida atacou o quartel-general da polícia iraquiana em Basra, matando pelo menos três policiais e ferindo 20 outras pessoas. O ataque em Basra aumentou o receio de que a retirada das tropas britânicas, ocorrida no início de setembro, deteriorará a segurança no sul do Iraque.
O major general Absul-Jalil Khalaf, chefe da polícia de Basra, responsabilizou a Al-Qaeda no Iraque pelo ataque, embora o movimento não tenha atuação na região de Basra.
Em Bagdá, um total de 15 pessoas foram mortas em ataques ou seus corpos foram encontrados pelas ruas ontem - o que indica a ação de esquadrões da morte sectários, de acordo com a polícia. Na capital iraquiana, um par de carros-bomba explodiu simultaneamente perto de um escritório do governo e de uma agência bancária onde pessoas idosas esperavam para receber suas aposentadorias na parte leste da cidade. Seis pessoas, a maioria aposentados, foram mortas, informou a polícia.
Um soldado americano foi morto por uma bomba na província de Diyala, ao norte da capital, informou o Exército dos EUA. A morte elevou a 3,799 o número de militares americanos mortos no Iraque desde a invasão do país em março de 2003, de acordo com contagem da Associated Press.
Em Diyala, líderes provinciais tentam reviver os esforços para trazerem muçulmanos xiitas e sunitas às negociações, após um devastador ataque suicida a bomba que matou 24 pessoas na segunda-feira, entre elas o chefe de polícia da cidade de Baquba Outras 37 pessoas ficaram feridas, informaram ontem oficiais americanos e iraquianos.
A autoria do ataque de na terça-feira foi assumida ontem pelo Estado Islâmico do Iraque, uma coalizão de grupos rebeldes que inclui a Al-Qaeda no Iraque, postou uma mensagem em um site de extremistas islâmicos. "Um dos leões da esquadra de mártires, das Brigadas Abu Omar al-Kurdi, mergulhou com seu cinturão suicida de bombas em meio ao encontro de reconciliação nacional. . E Deus lhe permitiu ceifar muitos dos chefes do concílio fedorento," diz o comunicado terrorista.
As vítimas estavam reunidas em uma mesquita para uma reunião de reconciliação, durante a qual jantariam o Iftar, ou a refeição que quebra o jejum diário do amanhecer ao pôr do sol dos islâmicos durante o Ramadã.
Em Sulaimaniyah, no Curdistão iraquiano, o presidente do Iraque, Jalal Talabani, pediu novamente ontem que os americanos libertem um oficial iraniano preso na semana passada por tropas dos EUA. Os americanos disseram que o iraniano, Mahmudi Farhadi, faz parte da Força Quds, uma seção da Guarda Revolucionária Iraniana
Talabani, que é curdo, diz que os americanos não têm o direito de deter nenhuma pessoa no Curdistão porque a segurança local está sob responsabilidade dos curdos.
A prisão do iraniano aumentou a tensão entre os americanos e as autoridades iraquianas, já abalada pelo incidente de 16 de setembro, quando seguranças estrangeiros da empresa americana Blackwater mataram a tiros pelo menos onze civis iraquianos em uma praça no centro de Bagdá.
Um porta-voz do Ministério do Interior iraquiano disse ontem que foi elaborado um projeto de lei que colocará as companhias de segurança privadas sob a supervisão do ministério e fará com que seus agentes respondem às leis do Iraque.
Agentes de segurança, militares dos EUA e outros oficiais estrangeiros são imunes a julgamento pelas leis iraquianas, segundo diretiva imposta pelas autoridades de ocupação americanas em 2004. Os agentes da Blackwater são igualmente imunes às leis marciais dos EUA. |
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