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26.09.2007 imprimir Imprimir
 

Clima mundial precisa de revolução energética, dizem EUA

A secretária norte-americana de Estado, Condoleezza Rice, disse na segunda-feira que para combater o aquecimento o mundo precisa de uma revolução energética que vá além do petróleo, do gás e do carvão.

"Afinal de contas, precisamos desenvolver e levar ao mercado novas tecnologias energéticas que transcendam o atual sistema de combustíveis fósseis, emissões de carbono e atividade econômica. Pondo de forma simples, o mundo precisa de uma revolução tecnológica", disse Rice a participantes de uma conferência especial da ONU sobre o tema.

O governo Bush em seu início minimizava a questão do aquecimento global e retirou o país do Protocolo de Kyoto, mas depois mudou de postura, especialmente diante de um recente relatório da ONU confirmando a ocorrência do aquecimento e atribuindo-o a atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis.

Nesta semana, Rice será a anfitriã de um encontro de dois dias entre os principais emissores mundiais de gases do efeito estufa.

O presidente George W. Bush é contra metas compulsórias para a redução das emissões, preferindo metas voluntárias, e critica o fato de o Protocolo de Kyoto só fazer exigências nesse sentido para os países ricos, isentando as nações em desenvolvimento.

Segundo Rice, combater o aquecimento exigirá uma resposta integrada, abrangendo preservação ambiental, segurança energética, crescimento econômico e desenvolvimento.

"Como forjamos esta resposta integrada é algo que tem grandes consequências, não só para o nosso futuro, mas também para o nosso presente, especialmente para milhões de homens, mulheres e crianças no mundo em desenvolvimento, cujos esforços para escapar da pobreza exigem um amplo e sustentado crescimento econômico e energia para alimentá-lo", disse a secretária.

Desde 2001, o governo dos EUA investiu quase 18 bilhões de dólares no desenvolvimento de fontes energéticas mais limpas, o que inclui tecnologias à base de hidrogênio, sepultamento permanente do dióxido de carbono emitido por usinas, avanços na energia nuclear e incentivos a combustíveis renováveis e à melhora na eficiência energética.

Enquanto o mundo busca um novo acordo contra as emissões para substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012, muitos países dizem que só limites compulsórios a tais emissões poderão fazer o setor privado restringir a poluição.

O secretário (ministro) britânico do Meio Ambiente, Hilary Benn, disse na segunda-feira que os EUA e outros grandes emissores precisam aceitar as metas compulsórias. "É inconcebível que a perigosa mudança climática possa ser evitada sem que isso aconteça", disse ele a jornalistas na ONU.

 
 
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