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29.09.2007 imprimir Imprimir
 

'Foi entrosamento', diz Renan sobre 'união' do PMDB contra governo

Brasília - Depois de quatro meses sob fogo cruzado, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), reincorporou o papel de presidente do Senado. Ontem, menos de 24 depois de comandar a rebelião do partido contra o governo, Renan voltou a ser personagem da articulação política no Legislativo. De bom humor, ele disse que engordou desde que a crise que atinge o mandato dele começou e negou que a revolta da legenda na quarta-feira (26) tenha qualquer relação com a tentativa da sigla de mantê-lo no comando da Casa. Na noite de quinta-feira, os peemedebistas deram recado claro de descontentamento à administração federal e derrubaram a Medida Provisória (MP) 377, que criava a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo da Presidência da República. Foi uma sessão onde a autoridade de Renan não foi questionada pela oposição em plenário.

O presidente do Congresso admitiu, porém, que a agremiação procurou dar uma "demonstração de insatisfação", mas disse desconhecer em relação a que os peemedebistas estariam insatisfeitos. "Foi entrosamento", afirmou, ao comentar a "união" do time do PMDB em derrotar o Poder Executivo. "Eu queria dizer que essa questão do PMDB de quinta-feira não tem nenhuma conexão com a minha questão. Muito pelo contrário. Não tem absolutamente nada a ver comigo. O PMDB quis, com aquela votação dar uma demonstração de insatisfação não sei de quê", afirmou.

Renan disse que o líder do partido no Senado, Valdir Raupp (RO), foi obrigado a acatar a decisão de 12 senadores da bancada que decidiram se rebelar por estarem insatisfeitos com ações do Executivo. "Cabia ao líder Raupp seguir a orientação majoritária de sua bancada. Se não, comprometeria a sua própria liderança", defendeu.

O presidente do Senado negou que tivesse conhecimento da ação articulada pelos peemedebistas, assim como outros líderes da legenda - como o senador José Sarney (PMDB-AP) e os líderes do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), e no Congresso, senador Roseana Sarney (PMDB-MA). José e Roseana Sarney e Jucá foram os únicos peemedebistas que não votaram contra o Palácio do Planalto.

Renan disse que, assim como os outros peemedebistas, foi informado "de última hora" sobre a decisão da bancada de derrubar MP editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A retomada da liturgia foi completa. Durante o dia, numa demonstração clara da retomada das atividades legislativas, o senador do PMDB de Alagoas recebeu o presidente do Casaquistão, Nursultan Nazarbayev.
 
 
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