Santos - A vaga na Libertadores é o objetivo de Santos e Vasco. No duelo "direto" pela classificação, os paulistas levaram a melhor e ficaram mais perto do torneio sul-americano. O magro 1 a 0, no domingo na Vila Belmiro, foi arrancado na base de muita raça e marcação, duas características comuns em times "operários".
Pois o Santos atual é assim: uma equipe mais aguerrida que técnica. E ninguém mais encarna essa filosofia do que o volante Rodrigo Souto, o autor do gol da vitória. Ele foi o senhor do jogo. Souto corre, marca, defende e ataca. Maldonado perdeu o posto de dono do meio-campo santista.
Depois de duas derrotas, o Santos se recuperou e chegou aos 45 pontos. E os vascaínos estacionaram nos 40.
Na semana que antecedeu a partida, a discussão na Vila Belmiro era se Pedrinho, de 30 anos, e Petkovic, 35, podem atuar juntos. Nos 45 minutos em que esteve em campo, a dupla mostrou fôlego na criação e na marcação.
Não foram brilhantes, mas não há jogador mais talentoso que eles no banco. Petkovic saiu no intervalo, e Pedrinho no começo do segundo tempo.
O equilíbrio (e a violência) marcaram a partida. O jogo estava no começo, e o Vasco perdia chances claras de gol. Mas quando mais os cariocas estavam próximos de marcar, os donos da casa, que vinham de seis vitórias na Vila, abriram o placar.
Depois de uma cobrança de falta, o zagueiro Domingos apareceu sozinho na área. Se atrapalhou com a bola, que chegou ao volante Rodrigo Souto. Livre, o santista encheu o pé. "Foi o gol mais fácil já que fiz", afirmou.
Gol do Santos! Domingos toca e Rodrigo Souto abre o placar, aos 21 do 1º tempo
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A partir daí, os papéis de Santos e Vasco se inverteram na partida. Os visitantes, que até então dominavam a disputa, recuaram. E o time da casa se agigantou. Acertou a marcação no meio-campo, dominando o setor, orquestrado por Petkovic e Pedrinho.
Se o futebol das equipes não chamou tanta atenção, as faltas cometidas foram dignas de luta de caratê. O árbitro distribuiu nove cartões (8 amarelos e um vermelho). E sobrou para o santista Baiano, expulso aos 38 minutos da etapa inicial.
Sem seu lateral, Vanderlei Luxemburgo sacrificou Petkovic e colocou Alessandro para recompor a defesa na segunda etapa. "Precisamos voltar para o segundo tempo com a mesma pegada", alertou Fábio Costa, no intervalo. O Santos, de fato, manteve postura defensiva, e o Vasco, na base da vontade, tentava, sem sucesso, o empate.
O Santos volta a campo quarta-feira, em Minas Gerais, contra o Cruzeiro. E o Vasco, no mesmo dia, recebe o Juventude.