Fluminense e Corinthians empatam no Maracanã
Rio - O calvário corintiano na zona de rebaixamento continua. Pelo menos até o clássico de domingo, contra o São Paulo. Mas o ponto arrancado com garra, raça e muito drama, na quarta-feira, no Maracanã, será importantíssimo na luta para fugir do descenso. O 1 a 1 contra o Fluminense, que manteve os paulistas em 18.º oitavo lugar (34 pontos), entre os quatro últimos, pelo menos interrompeu a seqüência de quatro derrotas. "Para nós, não perder é ponto", comemorou o goleiro Felipe, momentos depois de evitar, aos 48 minutos, aquele que seria o gol da vitória dos cariocas.
Nelsinho Baptista mudou o Corinthians para enfrentar o Fluminense. Deixou Vampeta no banco de reservas e escalou três zagueiros e dois volantes para reforçar a marcação. "Não vamos dar espaço para o adversário", disse o zagueiro Zelão, para quem vitória de "meio a zero" estaria bom.
Os corintianos obedeceram seu treinador. O que se viu em campo foi uma equipe aplicada na destruição e pouco inspirada na criação. Os raros momentos de lucidez dos corintianos aconteciam em jogadas de contra-ataque.
Passava meia hora de bola rolando e o goleiro carioca Fernando Henrique não havia feito uma defesa. Felipe, não. Torceu como nunca para que uma puxada do atacante Cícero não entrasse. Defendeu uma forte cobrança de Thiago Silva, aos 12 minutos.
Com paciência, o Fluminense chegou ao gol. E não através de um erro de marcação corintiana, mas individual. Sozinho na área, o volante Carlos Alberto (substituto de Vampeta) não cortou o cruzamento de Somália. Pior: bisonhamente, espanou a bola. O atacante Alex Dias, ex-São Paulo, não perdoou. A bola sobrou para ele, que chutou forte para marcar.
No Corinthians, Ailton se mostrava lento na armação, Héverton não se entendia como seus companheiros e Finazzi, isolado, não consegui manter a bola em seus pés.
O gol de empate corintiano não poderia ter saído de outra forma: na bola parada. Zelão aproveitou cruzamento de Ailton e venceu o goleiro Fernando Henrique. Gol salvador, aos 43 minutos da etapa inicial. "Se não dá tocando, a bola parada também decide jogo", disse, no intervalo, o zagueiro, que marcou pela terceira vez no Brasileiro.
A situação corintiana tornou-se mais dramática a partir da metade da etapa final por causa da expulsão do meia Ailton, que recebeu cartões amarelo e vermelho por reclamação. Imperdoável. No final, o Corinthians, graças ao goleiro Felipe (e a sorte também), segurou a pressão dos cariocas. |