Líderes coreanos assinam declaração para acordo de paz
Pyongyang - Os líderes das duas Coréias assinaram na quinta-feira uma declaração conjunta pedindo um acordo de paz permanente e o fortalecimento dos laços econômicos entre os dois países. O documento, assinado pelo presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, e pelo líder norte-coreano, Kim Jong-il, foi a conclusão de uma histórica reunião de três dias realizada em Pyongyang, capital da Coréia do Norte.
"O sul e o norte compartilham da opinião de que devem encerrar o atual sistema de armistício e criar um sistema permanente de paz", diz a declaração de oito pontos. É o mais próximo que os dois países chegaram até hoje de um acordo de paz.
A península coreana foi dividida, após a IIª Guerra Mundial, entre o norte - comunista - e o sul - aliado dos EUA. A Guerra da Coréia (1950-1953) manteve a divisão e terminou com o estabelecimento da fronteira no paralelo 38. As duas Coréias, no entanto, nunca assinaram um cessar-fogo oficial, permanecendo tecnicamente em guerra até hoje.
O anúncio do acordo aconteceu um dia depois que a Coréia do Norte ter se comprometido a tomar medidas para desmantelar seu programa nuclear e ter concordado em fechar a usina de Yongbyon até o fim do ano. Em troca o regime comunista ganharia investimentos e projetos em infra-estrutura e ajuda financeira.
Coréias do Norte e do Sul dão sinais de reconciliação
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Além de cooperar para e pôr fim às tensões na península coreana, o acordo prevê também a abertura de uma linha ferroviária que atravesse a zona desmilitarizada, a criação de uma área conjunta de pesca e a criação de um corredor aéreo ligando Seul ao ponto mais alto da Coréia do Norte, o monte Paektu, para que os sul-coreanos possam visitar o local considerado sagrado.
Roh e Kim também concordaram em incentivar os encontros entre familiares separados há cinco décadas. Desde a primeira reunião entre as duas Coréias, em 2000, cerca de 18 mil pessoas reencontram parentes do outro lado da fronteira.
Coréia do Norte e Coréia do Sul enviarão delegações diferentes aos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, mas prometeram despachar para a China uma torcida única. Segundo foi acertado em Pyongyang, torcedores dos dois países viajarão juntos de trem para as Olimpíadas.