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10.10.2007 imprimir Imprimir
 

Tarso diz que decisão sobre extradição de Cacciola deve sair até fim do mês

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou na segunda-feira que a decisão do Principado de Mônaco sobre a extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola deve sair até o fim do mês.

"Tudo que o brasileiro poderia fazer, está feito. Agora nós esperamos a decisão soberana de Mônaco. Seja como for, nos vamos aceitar, mas a nossa esperança é que até o fim do mês a gente tenha uma solução."

Cacciola está preso desde 15 de setembro à espera do julgamento de eventual extradição dele para o Brasil.

Segundo Tarso, tudo está ocorrendo como o governo brasileiro previa. "A presunção é que a Corte de Apelação vai julgar em definitivo, mas essa decisão não basta. Em última instância, [a decisão] é do Poder Executivo, do príncipe, por isso estabelecemos um contato permanente. Estamos oferecendo, inclusive, reciprocidade no tratamento de casos análogos que Mônaco tenha no Brasil."

Caso

Foragido desde 2000, Cacciola foi preso no dia 15 de setembro em Mônaco pela Interpol.

O banco Marka quebrou com a desvalorização cambial de 1999. Mas contrariando o que ocorria no mercado, o Marka e o banco FonteCindam assumiram compromissos em dólar. O banco de Cacciola, por exemplo, investiu na estabilidade do real e tinha 20 vezes seu patrimônio líquido comprometido em contratos de venda no mercado futuro de dólar.

O BC socorreu as duas instituições, vendendo dólares com cotação abaixo do mercado, tentando evitar que quebrassem. A justificativa para a ajuda oficial às duas instituições foi a possibilidade de a quebra provocar uma 'crise sistêmica' no mercado financeiro.

Em 2005, a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou Salvatore Cacciola, à revelia, a 13 anos de prisão pelos crimes de peculato (utilizar-se do cargo exercido para apropriação ilegal de dinheiro) e gestão fraudulenta.

O então presidente do BC, Francisco Lopes, recebeu pena de dez anos em regime fechado e a diretora de Fiscalização do BC, Tereza Grossi, pegou seis anos. Os dois recorreram e respondem ao processo em liberdade.

 
 
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