“OPPORTUNITY NYC”
Acaba de ser lançado em Nova York o programa de transferência de renda.
Inspirado no programa Oportunidade do México e no Bolsa Família do Brasil, o plano que recebeu o nome de Opportunity NYC, está atendendo famílias das regiões de baixa renda do Harlem e do Bronx.
O programa tem como objetivo dar dinheiro as famílias pobres cujos filhos estejam nas escolas.
À diferença do Bolsa, o Opportunity foi criado unicamente para ajudar as famílias com filhos em idade escolar e não com fins eleitoreiros, e se os estudantes por qualquer motivo abandonam a escola, a família perde a ajuda que é oferecida comprovadamente para os que não têm recursos e não para mãe de artistas, que apesar de viver num bairro nobre em sua cidade, sem nenhum escrúpulo recebe o Bolsa Família.
O que vemos na imprensa brasileira são jovens abandonando as escolas e usando o dinheiro do povo fartamente distribuído pelo governo, em coisas improdutivas.
Outra diferença importante é que o plano da prefeitura de New York, criado pela vice-prefeita Linda Gibbs é que o Opportunity é financiado com dinheiro privado, e o mais importante sem lobismo, sem mensalão e sem troca–troca de qualquer espécie.
Nesta primeira fase, o plano aporta recursos da fortuna do próprio prefeito de New York, Michael Bloomberg, da Fundação Rockfeller e outros empresários, que conseguiram levantar 45 milhões de dólares, de uma meta inicial de 53 milhões para financiar dois anos do programa piloto com 5.100 famílias, das quais 2.550 integram o grupo de controle e mais cinco anos de acompanhamento para avaliação dos resultados.
Em todo o mundo há pobreza, o que não é privilegio de países latinos. O que acontece que em países mais desenvolvidos, os políticos promovem planos de ajuda com o objetivo de ajudar os menos favorecidos, sem utilizar da desgraça da inferioridade para promover-se.
Na época da ditadura militar, como já escrevi várias vezes nesse espaço, havia a cesta familiar que alimentava as famílias que a recebiam além dos vales para adquirir leite em qualquer lugar.
A cesta familiar não carregava nenhuma chantagem, pois a ajuda era dada pelo Governo Federal e não havia eleições para eleger presidente, já que o mesmo era escolhido em eleições indiretas, o mesmo acontecendo com governadores, senadores e prefeitos.
O interesse era realmente ajudar as famílias pobres, não havia a mentira do refrão: “Se eu for eleito, farei ....”.
Se o político dedicasse um segundo de suas vidas, para analisar o mal que fazem aos eleitores com as mentiras e os enganos que oferecem nas campanhas, jamais mentiriam.
Seria melhor dizer: não prometo nada, porque na realidade não sei o que posso fazer sem depender dos demais, mas o que puder fazer para melhorar o nível de vida do povo tenham a certeza que farei. É utopia pedir aos candidatos para serem honestos com os eleitores.
O que fazem nas eleições não é política é politicagem. Ganha o mais mentiroso, o que promete mais, e se perpetua na política os que menos cumprem.
Os discursos de campanhas não podem se tornar realidade porque acabaria o palanque. Se proporcionarem uma vida digna com saúde, educação, moradia, alimento e lazer para o povo os políticos perderiam os votos.
Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação. |