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20.10.2007 imprimir Imprimir
 

PSOL entrega representação contra ex-presidente do PSDB

Brasília - O PSOL deu entrada na quinta-feira a uma representação contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), para que ele seja investigado no Conselho de Ética como um dos envolvidos no esquema conhecido como mensalão mineiro. A presidente do partido, ex-senadora Heloisa Helena (AL), previu que a Mesa Diretora da Casa determinará o arquivamento da denúncia, a exemplo do que fez com a ação contra o senador Gim Argello (PTB-DF).

O pretexto do engavetamento é o de que os crimes supostamente mencionados contra os dois parlamentares teriam ocorrido antes deles assumirem o mandato. "Mas não concordamos com esta tese, tanto que entramos com um pedido de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF)", lembrou a ex-senadora. Segundo ela, a bancada chegou a se dividir entre esperar o resultado do Supremo em relação ao mandato de segurança do partido ou o resultado do inquérito conduzido pelo Ministério Público Federal.

Por meio de sua assessoria, Azeredo lembrou que ele próprio pediu no início do ano passado que fosse investigado pelo Conselho de Ética. O pedido foi arquivado. O argumento foi o mesmo: o de que se tratava de um episódio anterior ao mandato de senador. Azeredo disse que está "à disposição da Mesa" para prestar todos os tipos de esclarecimento.

Na representação, o PSOL pede que seja investigada a atuação de Azeredo no esquema para financiar sua campanha à reeleição do governo de Minas Gerais. Azeredo teria se beneficiado de um esquema de captação de recursos de caixa 2 operado por empresas do publicitário Marcos Valério, pivô do escândalo do mensalão. "A importância e repercussão social e política do esquema criminoso conhecido como valerioduto e a simbologia de que tal esquema, ou o seu know-how, tenha se iniciado nas eleições do representado ao governo de Minas Gerais sobressaem à importância da verificação do decoro e da ética parlamentar", alega o PSOL. O partido afirma ainda que a vida pregressa de um parlamentar deve garantir proteção à probidade administrativa e à moralidade no exercício do mandato".

 
 
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