Alonso diz confiar na McLaren e descarta necessidade de observador da FIA
Apesar do ambiente ruim que vive na McLaren, o piloto espanhol Fernando Alonso disse confiar na equipe e não vê a necessidade de um observador da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para vigiar a escuderia em Interlagos, no domingo.
A entidade que rege o automobilismo anunciou há aproximadamente uma semana, após as várias reclamações de Alonso, principalmente durante os treinos classificatórios, que um comissário especial vai vigiar se a escuderia inglesa dará tratamento igual a seus dois pilotos no GP Brasil de F-1.
"Não necessitamos tê-lo [o observador]. Confio em minha equipe", disse Alonso na manhã da quinta-feira em São Paulo.
No último GP, em Xangai, Alonso se revoltou com a equipe depois do treino classificatório. O piloto, que vinha sendo o mais rápido em quase todas as sessões de treinos, ficou em quarto no grid. Hamilton conquistou a pole.
Foi o suficiente para que ele saísse atirando nas entrevistas pós-treino. Disse não confiar em Dennis, nem na equipe. Mas na quinta voltou atrás nas reclamações e baixou o tom do discurso.
"Depois do GP da China disse que não tinha confiança porque estava muito chateado com o resultado do treino classificatório. Mas comprovei que foi uma casualidade e falta de sorte", disse na quinta-feira o atual bicampeão da categoria.
Alonso ocupa atualmente a segunda colocação, com 103 pontos, quatro a menos do que Hamilton. O finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari, com cem, também ainda tem chances de ficar com o título. |