EUA propõem à Rússia colaboração em escudo antimísseis
O Conselho da Otan-Rússia (Organização do Tratado do Atlântico Norte mais a Rússia), realizado na quarta-feira em Bruxelas, esteve voltado para a troca de pontos de vista sobre a necessidade da instalação do escudo americano no Leste da Europa.
Para tratar de convencer os contrários à idéia, os americanos propuseram uma "arquitetura conjunta" do sistema defensivo, que incluiria "coberturas potenciais de longo alcance" e a troca de informação entre os centros administrados pelos EUA e os russos.
Passo adiante
Assim explicou em coletiva o diretor da Agência para a Defesa Antimísseis (MDA, na sigla em inglês) dos EUA, general Henry Obering, que avaliou que na quarta-feira foi dado "um passo adiante" que sem dúvidas implicaria um processo de "compreensão e confiança mútua".
O general insistiu em afirmar que seu projeto defensivo "não está dirigido contra a Rússia", e sim contra possíveis mísseis de longo alcance provenientes do Irã e Coréia do Norte.
Os russos asseguraram que vão considerar a nova oferta, segundo declarou o subsecretário de Defesa americano, Eric Edelman, que liderava a delegação de seu país.
Segundo Edelman, os EUA demonstraram ser bastante sérios em seus desejos de cooperação com a Rússia, que, no entanto, segue sem compartilhar sua visão sobre a ameaça iraniana, completou.
A Rússia segue considerando o local de instalação de um radar na República Tcheca e de uma base de interceptores na Polônia como um risco para sua segurança.
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