Corinthians perde de virada do Flamengo e fica no rebaixamento
Rio - Durante a maior parte da rodada, o Corinthians esteve fora da zona de rebaixamento. O Goiás perdia, e o time de Nelsinho Baptista empatava. Aos 30 minutos do segundo tempo, coube a um ex-corintiano, Roger, virar o placar e colocar seu antigo clube no lugar em que se encontra há sete longas jornadas, entre os quatro últimos colocados.
A situação corintiana segue dramática, na 17ª colocação, o que levou o meia Roger a deixar o Maracanã com dó dos rivais. "Respeito o time com o qual eu ainda tenho contrato. Não gosto de vê-lo nessa situação", disse o meia, que no Rio de Janeiro luta para ir à Libertadores.
Resta ao Corinthians tentar sair da degola diante do Atlético-PR amanhã (domingo), no Pacaembu. E depois, jogar a vida na Série A com o Goiás, seu rival direto na zona de rebaixamento, que tem os mesmos 41 pontos.
Foi quando apareceu Lulinha, 17, a jovem promessa corintiana. Na primeira boa trama com seu ataque, ele partiu como um ponta em direção ao campo adversário e deu um drible da vaca no zagueiro. Seu cruzamento, rasteiro, encontrou Finazzi, que anotou seu 11º gol no campeonato.
O gol inverteu a postura das equipes. O Corinthians melhorou, e o Flamengo piorou. Dentinho, outro garoto do Parque São Jorge, por pouco não ampliou o placar. Ele foi puxado na grande área, mas preferiu seguir a jogada. Se tivesse caído, seria pênalti. Na seqüência do lance, a bola passou perto da trave.
Os cariocas reagiram no final. Em uma linda jogada do argentino Maxi com o atacante Souza, que tocou de calcanhar para Íbson empatar a partida. "Futebol é detalhe. Relaxamos nos descontos e sofremos o empate", disse o goleiro Felipe, depois de uma etapa inicial equilibrada e violenta em alguns momentos.
Mas o bom goleiro corintiano, acostumado a fazer milagre, não conseguiu defender o chute do meia Roger.
Nelsinho, que antes de sofrer a virada, havia substituído seus dois mais perigosos jogadores, Lulinha e Dentinho, assistiu seu time agonizar. E dormir, mais pela oitava seguida, no zona da morte.
Nelsinho Baptista: ‘Está faltando pouco para a gente sair dessa zona’