| Notícias dos Estados Unidos |
|
Barack diz que negociaria pessoalmente com o Irã
Washington - O pretendente à candidatura presidencial do Partido Democrata senador Barack Obama afirmou que se eleito negociaria pessoalmente com o Irã, oferecendo incentivos econômicos e a chance do estabelecimento de relações pacíficas caso os líderes iranianos desistissem de buscar armas nucleares e de apoiar terroristas.
Citando uma longa história de progressos através de gestos diplomáticos dos Estados Unidos com a China e a antiga União Soviética, o senador de Illinois apresentou uma proposta de política externa que seria radicalmente contrária à do atual presidente George W. Bush.
"Existe o potencial pelo menos para nós de encontrarmos formas de resolver pacificamente alguns de nossos conflitos, e este esforço ainda não foi tentado", afirmou. "E se não fizermos essa tentativa, então vamos nos encontrar no mesmo caminho estabelecido por Bush e (o vice-presidente Dick) Cheney, e temos visto a retórica aumentar todos os dias".
"Isto tem conseqüências não apenas para nossos interesses estratégicos, tem conseqüências para nossas tropas no Iraque e tem conseqüências para nossa economia", ponderou ele no programa de tevê "Today", da rede NBC.
Obama já havia sido criticado tanto por democratas quanto republicanos por ter dito num debate presidencial de julho que estaria disposto a se encontrar sem precondições com líderes do Irã, Síria, Venezuela, Cuba e Coréia do Norte - países considerados inimigos pela atual administração Bush.
Ele reiterou declaração feita numa entrevista publicada ontem pelo jornal The New York Times de que deveria ser oferecida ao Irã sua filiação à Organização Mundial de Comércio e garantias de que os EUA não iriam buscar uma "mudança de regime" se os líderes iranianos mudassem de comportamento.
"Seríamos bem claros com o Irã e diríamos 'não aceitamos que vocês desenvolvam armas nucleares'", frisou Obama na NBC, acrescentando que também seria exigido que o Irã suspendesse o financiamento a organizações consideradas terroristas pelos EUA e parasse com a retórica anti-Israel. |
|
|