Cinqüenta africanos morrem em tentativa de chegar à Espanha
Madri - Pelo menos 50 imigrantes clandestinos africanos morreram num barco que ficou mais de duas semanas à deriva no Oceano Atlântico, enquanto tentavam chegar às Ilhas Canárias vindos do Senegal, informou ontem a polícia espanhola.
O barco foi encontrado na costa da Mauritânia por um navio da guarda costeira do país africano. Segundo as autoridades espanholas, o barco ficou pelo menos duas semanas à deriva no Oceano Atlântico. Foi um dos desastres com maior número de mortos, nas várias travessias de imigrantes clandestinos que partem da África para tentar entrar na Europa através de território espanhol.
O barco deixou o Senegal com 150 pessoas a bordo. Após o combustível e os suprimentos de comida acabarem, as pessoas começaram a morrer e seus corpos eram jogados ao mar pelos sobreviventes, segundo as autoridades da Mauritânia.
Quando o barco foi encontrado ontem, cem pessoas a bordo estavam vivas e dois cadáveres estavam no convés da nave. O barco, que ficou 18 dias à deriva, foi encontrado no mar aberto ao norte da cidade de Nuadibu, na Mauritânia.
Centenas de imigrantes clandestinos partidos da África morrem a cada ano, enquanto tentam chegar a território espanhol, nas Ilhas Canárias, através do Atlântico. Os imigrantes usam freqüentemente simples barcos de pesca, de madeira, para enfrentar o mar aberto. As Ilhas Canárias ficam em mar aberto na altura do Marrocos, a 108 quilômetros da costa marroquina.
A viagem da costa do Senegal ou de outros países do Golfo da Guiné até as Canárias dura em média mais de uma semana. Em julho pelo menos 50 imigrantes morreram quando seu barco naufragou perto das Canárias. Em dezembro do ano passado, outros 80 morreram quando o barco no qual viajavam naufragou perto da costa do Senegal.
O governo espanhol afirma, no entanto, que a crescente vigilância da Marinha e da Força Aérea tem reduzido o número de embarques de imigrantes clandestinos da África. Enquanto no ano passado 24,000 pessoas foram detidas enquanto tentavam alcançar as Ilhas Canárias, até o final de agosto deste ano foram detidas 8,000 pessoas na mesma rota, segundo dados do Ministério do Interior. |
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