Rebeca Gusmão: exames de urina de doadores diferentes
São Paulo - O caso do doping de Rebeca Gusmão por uso de testosterona se complica a cada dia. Na quinta-feira, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) divulgou um comunicado no qual dá detalhes sobre dois dos quatro exames feitos pela nadadora no Pan do Rio. A nota diz que as amostras pertencem a diferentes doadores. Na seqüência, a entidade informa que a médica Renata Castro pediu afastamento da CBDA por motivos pessoais - a solicitação foi aceita.
Rebeca está suspensa preventivamente há uma semana pela Federação Internacional de Natação (Fina), porque seu exame antidoping do dia 13 de julho apresentou presença de quantidade anormal de testosterona. A nadadora alegou inocência e explicou que a situação era resultado de um problema de ovários policísticos. Ela também afirmou sua intenção de ir ao Canadá para acompanhar a análise da contraprova - a médica Renata Castro iria acompanhá-la.
Nos últimos dias, porém, surgiram informações de que os exames de Rebeca feitos durante o Pan do Rio também apontavam irregularidades. A CBDA, com a colaboração do presidente da Comissão Médica de Doping da Odepa, Eduardo De Rose, pediu que o laboratório que fez as análises nos Jogos, o Ladetec, se pronunciasse.
O presidente do Ladetec, Francisco Radler de Aquino Neto, respondeu que as amostras cujos números correspondiam aos exames pedidos por Eduardo De Rose estavam atípicas, mas foram consideradas negativas por estarem muito diluídas.
Na seqüência do comunicado, a CBDA informou que Eduardo De Rose pediu ao laboratório Sonda UFRJ uma análise de DNA das amostras de urina de Rebeca. O resultado apontou que os materiais pertenciam diferentes doadores. Assim, a nadadora responderá por infração de manipulação de amostra.
"O perfil hormonal da urina é quase como uma impressão digital. Como as amostras tinham perfil diferente, pedi o exame de DNA. A urina não tem DNA, mas, por sorte, as amostras tinham células epiteliais (da pele da uretra) e, por elas, pudemos constatar que eram dois doadores diferentes", explicou Eduardo De Rose.
|