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10.11.2007 imprimir Imprimir
 

Polícia finlandesa diz que autor do massacre disparou 69 vezes

Helsinque - A polícia finlandesa informou na quinta-feira que o garoto Pekka-Eric Auvinen, de 18 anos, que na quarta-feira matou oito pessoas em uma escola na Finlândia e suicidou-se em seguida, disparou 69 vezes de maneira aleatória antes de tentar incendiar o colégio.

"No local foram encontrados 69 cartuchos", disse Jan Olof Nyholm investigador da polícia local, que afirmou que o estudante tinha em seu poder um total de 389 balas. A polícia informou ainda que as oito vítimas - quatro garotos, duas meninas, a enfermeira e a diretora da escola - foram mortas ou com tiros na cabeça ou acima da cintura. Algumas das vítimas de Auvinen receberam até 20 disparos.

Os agentes encontraram ainda líquidos inflamáveis no segundo andar da escola, o que indicaria que o garoto teria tentado incendiar o prédio.

Os policiais também descobriram que Auvinen deixou uma nota de suicídio. No bilhete, o estudante despediu-se da família e repetiu as mesmas reivindicações que havia feito no vídeo postado no YouTube no dia anterior à tragédia.

O detetive Tero Haapala, um dos responsáveis pela investigação, disse que não havia ligação direta entre as vítimas e o assassino, o que indica que ele não sabia em quem estava atirando.

"Podemos afirmar que o motivo do crime ainda está em aberto, mas a explicação mais plausível pode ser encontrada em seus textos na internet", disse Haapala.

Tiroteio na Finlândia deixa nove mortos Clique em PLAY para assistir

De acordo com colegas e professores, o jovem Pekka-Eric Auvinen era considerado um aluno brilhante e apaixonado pela história das revoluções, principalmente a russa - os investigadores acham que a data escolhida por ele, 7 de novembro, tenha relação com os 90 anos da tomada do poder pelos bolcheviques, em 1917. Admirador de Hitler e Stalin, não escondia de ninguém a paixão também pelas armas de fogo.

Outro detalhe considerado importante pela polícia e que pode ajudar a encontrar os motivos da chacina, foi a revelação de alguns alunos e professores de que Auvinen era constantemente humilhado pelos colegas de escola.

Com bandeiras a meio mastro e velas acessas nos arredores do colégio Jokela, local da tragédia, a Finlândia prestou na quinta-feira homenagens às vítimas. A presidente do país, Tarja Halonen, participou de uma missa celebrada para os mortos no massacre. A escola foi isolada pela polícia e permanecerá fechada até o fim da semana.

 
 
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