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17.11.2007 imprimir Imprimir
 

Lula quer ouvir sindicalistas para elaborar proposta de reforma tributária

O governo vai enviar ao Congresso até o final do mês a proposta completa de reforma tributária. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na quinta-feira que até o dia 20 a proposta será remetida aos parlamentares.

Segundo ele, a idéia é simplificar a cobrança de impostos, sem abandonar a arrecadação de taxas. Por duas horas esse foi o principal assunto de uma reunião no Palácio do Planalto.

"Manter a arrecadação é importante. Vamos fazer uma política tributária que é mais justa, porque ela tem uma parte importante de desoneração, uma parte importante de simplificação e uma parte importante de programas sociais", afirmou o presidente, após encontro com o colega de Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira, no Itamaraty.

De acordo com o presidente, o governo poderá reunir representantes sindicais antes de enviar o texto final ao Congresso. "Precisamos acabar com essa história de que a política tributária interessa apenas aos governadores, prefeitos e empresários. Sobretudo interessa aos trabalhadores porque está embutido um grande montante de dinheiro que vai para fazer política social. É importante fazer um debate de toda a sociedade", afirmou Lula.

Na manhã da quarta-feira, Lula reuniu a Câmara de Política Econômica, no Palácio do Planalto, e recebeu relatos dos principais pontos a serem encaminhados ao Congresso Nacional.

"Estamos convencidos que desonerar o setor produtivo, sobretudo novos investimentos, é importante, mas estamos convencidos de que precisamos ter justeza fiscal para acabar com a guerra fiscal", disse o presidente.

A articulação faz parte da busca de apoio no Senado pela aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da prorrogação da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011.

"O problema da política tributária não é do governo federal, o problema é que cada ser humano tem uma política tributária na cabeça, cada ser humano representa uma corporação, cada Estado, prefeito tem um pensamento. Em um momento, todos nós vamos deixar de pensar em nós mesmos e pensar no que é melhor para o país no médio e longo prazos", disse ele.

 
 
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