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21.11.2007 imprimir Imprimir
 

Adiado para 4 de dezembro julgamento da terceira representação contra Renan

A votação em plenário da terceira representação contra o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem nova data. O julgamento, inicialmente marcado para amanhã (22), foi adiado para o dia 4 de dezembro, depois que o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), anunciou que só irá apresentar o parecer sobre o caso na Comissão de Justiça na semana que vem.

A manobra regimental do PSDB acabou adiando, também, a votação do primeiro turno da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Só no dia 14 de dezembro os senadores vão analisar a matéria em primeiro turno e no dia 22, em segundo.

Mesmo assim, o presidente interino da Casa, Tião Viana (PT-AC), garantiu que tanto a CPMF quanto o processo contra Renan Calheiros serão votados ainda este ano. "Há prazo regimental a ser cumprido e há um limite na elasticidade desse prazo. Tanto o caso do senador Renan Calheiros como a CPMF serão votadas nesse exercício legislativo", disse.

Tião Viana disse que decisão do PSDB aproximou o caso Renan da votação da CPMF, matéria que o partido já anunciou ser contrário e que usará de todos os recursos regimentais possíveis para atrasar a votação.

"Houve sobreposição dos casos. O senador Artur Virgílio aproximou o caso Renan da CPMF e entendeu que assim traria mais dificuldade CPMF. Vamos ter de conviver com isso, que faz parte dos recursos regimentais que foram apresentados", disse. "O melhor para a Casa é que os assuntos sejam separados: CPMF é uma coisa, assunto Renan é outra", acrescentou.

O senador Arthur Virgílio disse que vai usar todos os recursos regimentais para atrasar a votação da CPMF. Segundo ele, é o próprio governo que tem vinculado os dois assuntos e usando como moeda para aprovar a CPMF a absolvição de Renan Calheiros no plenário.

"Estou sentindo que há obrigação do PT de salvar o senador Renan e da base aliada também e eles querem aprovar a CPMF. Querem juntar as duas coisas", disse.
 
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