Presos integrantes de quadrilha; Beira-Mar comandava negócios
Rio - A Polícia Federal voltou a prender ontem integrantes da quadrilha do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, que, mesmo encarcerado desde 2002, vinha conseguindo comandar da cela os negócios no tráfico de drogas e armas. Na chamada Operação Fênix, os policiais federais prenderam a mulher do traficante, Jaqueline Alcântara de Morais. Segundo o delegado federal Wagner Mesquita de Oliveira, ela vinha comandando a quadrilha há seis meses. No total, ocorreram 11 prisões em quatro Estados ontem. Dois dos presos eram fornecedores de drogas foragidos da Justiça brasileira e paraguaia.
Jaqueline só tomou a frente dos negócios, ainda conforme o delegado, depois do desaparecimento do advogado João José Vasconcelos Kolling, de 29 anos. Com registro original da Ordem dos Advogados do Brasil do Ceará (OAB-CE), Kolling atuava há algum tempo no Rio, onde residiu em Petrópolis. A PF acredita que ele foi assassinado pelo grupo.
As investigações sobre a continuidade dos negócios de Beira-Mar começaram quando ele estava recolhido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e dispunha de um celular - mas estava sendo monitorado. Desde sua transferência para o Presídio Federal de Catanduvas (PR), em junho de 2006, não fez mais uso de comunicação telefônica, segundo o delegado Mesquita. A partir daí, seus contatos com a quadrilha passaram a ser feitos por um advogado preso ontem no Rio - que a polícia não identificou -, por parentes e amigos que o visitavam.
Em julho, Beira-Mar foi levado para a Penitenciária Federal de Campo Grande (MS). Lá, casou-se no fim de setembro com Jacqueline , com quem namorava havia 15 anos - e tem três filhos. Tiveram direito a uma breve lua-de-mel na cela íntima. Para a cerimônia, o uniforme de presidiário foi trocado por um fraque, enquanto Jacqueline usou vestido de noiva, branco.
Flagrantes - Durante o ano e meio de investigação foram feitos 13 flagrantes contra a quadrilha que tentava trazer mercadoria pelo Paraná. Neles, segundo o delegado Mesquita, as apreensões totalizaram aproximadamente 750 quilos de cocaína, quase 4 toneladas de maconha, várias armas - fuzis e pistolas -, quase 2 mil cartuchos de munição para fuzil e um avião.
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