Em cima da hora:
Edição de Sábado
Classificados BP
1 (973) 344-4555
   Canais

 
Home Page
Ed. Sábado
Artigos
Brasileirão
Cartas do Leitor
Classificados
Ed. Anteriores
   Social Press

 
Connecticut
Flórida
Manoel Oliveira
Maryland
New York
Social Press
Tô Ligado
Washington
   Colunas

 
Áurea Alves
Batucando
Gospel
Léa Campos
Opinião
   Serviços

 
Consulados
Cotação
Tradução
   Interação

 
Anuncie
Assine
Expediente
Fale Conosco
.
   Notícias Locais

24.11.2007 imprimir Imprimir
 

Cooperativa Vida Verde celebra um ano com Open House

A Cooperativa de Mulheres Vida Verde celebra seu primeiro ano de funcionamento no sábado, dia primeiro de dezembro, com uma Open House no Grupo Mulher Brasileira das 12 às 15 horas. O programa vai incluir exibição dos produtos da Cooperativa, mural com depoimentos das mulheres e das clientes e teatrinho sobre o uso dos produtos naturais. Algumas das mulheres vão falar sobre a Cooperativa na vida delas.

Lucinéia Rocha, por exemplo, veio de Governador Valadares há quatro anos e desde então trabalha em limpeza. Ela e a amiga Érica Nunes são as mais novas cooperativadas e tomam posse oficialmente durante a celebração do dia primeiro. As duas mineiras foram treinadas em julho, ficaram seis meses em adaptação e agora estão prontas para assumir o cooperativismo. Lucinéia, 33, grávida de cinco meses do primeiro filho, acha os produtos naturais mais seguros do que os químicos que costumava usar. Érica, 29, tussia muito, ficava com a pele irritada, principalmente com produtos a base de amônia. “Eu não mexo mais com produto químico”.

A paranaense Ivone Desanoski, co-fundadora, abraçou o projeto desde o início. “É bom em tudo, a gente fica sabendo o que acontece, é uma distração, eu adoro ir para as reuniões”. Antes de entrar na Vida Verde, Ivone morava em Marlboro e limpava casa com produtos químicos. “Eu tinha muita dor de estômago. Não posso usar cloro e amônia, passo mal, o cheiro é muito forte”.

Sílvia Stelzer, 50, acabou de fazer o treinamento e agora está no período de transição. Ela entrou na Cooperativa por influência da amiga Érica Rocha, “que só falava coisas boas e fazia muita propaganda. Figuei curiosa e fui. Amei, vou participar, sei que vou aprender coisas. Agora eu estou igual a Érica, falando para todo mundo das coisas boas da Cooperativa. Outro dia no supermercado, eu estava com a bolsa da Vida Verde e alguém perguntou o que era. Quando expliquei sobre os produtos naturais, a pessoa interessou-se logo”. Silvia nota também que algumas donas de casa fazem questão do produto forte, mas muitas preferem os produtos naturais e “gostam quando a gente chega com eles para fazer a limpeza”. A capixaba trabalha com limpeza desde que desembarcou em Boston há sete anos. “Eu já estaria no hospital se trabalhasse espreiando (vaporizando)”, opina. Os tóxicos dos produtos químicos causam falta de ar e irritam a pele de Silvia.

Se tamanho é documento, a Vida Verde caminhou bem nos últimos 12 meses. São 11 cooperativadas, mais duas no período de adaptação, outras 10 esperando pelo próximo treinamento, 53 clientes fixos e outros 12 flutuantes. Nada mal para um grupo que começou do zero, contado só a boa vontade de muitos. Há dois anos o Grupo Mulher

Brasileira recebeu uma verba da NIOSH (Instituto National Insstitute de Saúde e Segurança Ocupacional), através da Universidade Tufts, para organizar uma cooperativa de limpeza que trabalhasse com produtos naturais e investisse nas cooperativadas e na comunidade para mostrar que existe uma opção de trabalho sem os químicos. Selcino de Oliveira, o único homem do grupo, insistiu com Mônica Chianelli, a coordenadora da Cooperativa, para fazer o primeiro trreinamento. Fêz, ficou e hoje trabalha lado a lado com as cooperativadas.

“Este ano foi uma sucessão de coisas que foram se encaixando”, diz Monica, ela mesma uma housecleaner, analisando o processo de implantação do projeto.  “Há uma energia positiva que as pessoas colocaram neste grupo. Estas mulheres, e Selcino, hoje têm uma visão diferente do que representam na comunidade onde vivem. Todas sabem que podem fazer uma diferença, elas acreditam na Cooperativa, sabem que têm trabalho, não com a rapidez, talvez, que gostariam, mas sabem que têm trabalho”. Além das casas, a Cooperativa oferece também aulas de inglês, curso básico de computação e a oportunidade de participar de encontros e treinamentos promovidos por grupos diversos.

O primeiro grupo levou oito meses para começar a limpar casas ou escritórios pela cooperativa. “Nós não fazemos uma campanha agressiva, vamos construindo (nosso projeto) devagar”, explica Monica. “O objetivo da Vida Verde, mais do que empregar housecleaners, é mostrar que existe uma opção, a dos produtos naturais, que estes produtos funcionam e são saudáveis. Ao usarmos produtos naturais nós estamos protegendo o meio-ambiente, criando um ambiente mais saudável para a família que mora na casa que limpamos, para nós mesmas, para nossa família e para as gerações que virão depois de nós”.

Devido ao trabalho e a repercussão da Vida Verde, o Grupo Mulher Brasileira ganhou outras três verbas pequenas, uma para traçar um plano estratégico para a Cooperativa e outras duas para explorar como expandir a informação sobre os produtos naturais para toda a comunidade. Os produtos de limpeza usados pela Vida Verde são feitos pelas próprias cooperativadas, a base de água, vinagre, óleo essencial e sabão vegetal e vendidos entre $1 a $1.50. Vida Verde planeja colocar as receitas dos produtos em sua página na internet.

As clientes da Vida Verde também estão satisfeitas com o serviço oferecido. Várias responderam positivamente a uma avaliação enviada para casa: Erin McHaughin, de Cambridge, diz que chegar em casa depois de uma faxina é “ridiculamente excitante. (A casa) cheira tão gostoso e meu fogão nunca esteve tão limpo”. RJ, de Arlington, além de considerar a housecleaner de confiança e detalhista, considera importante que os produtos usados sejam naturais porque ela tem animais de estimação. Nora Block, de Jamaica Plain: “Cada vez que volto para casa depois de uma faxina, minha casa está impecavelmente limpa e cheira bem. A qualidade do trabalho é muito boa. Eu gostaria de poder pagar pelos serviços da Vida Verde com mais frequência”. Michelle Techler, de Newton, está feliz por ter escolhido Vida Verde. “O serviço é bom e eficaz. Minha housecleaner é carinhosa, amiga, uma pessoa em quem posso confiar minha casa e eu me sinto bem com os produtos de limpeza que ela traz”.

A Open House será na sede do Grupo Mulher (569 Cambridge Street, Allston) e aberta para qualquer pessoa. Mais informação pelo telefone 617-787-0557 ramal 14 ou na página www.verdeamarelo.org.

 
 
Acesse!
Enquete
Na sua opinião qual o maior problema enfrentado pelos brasileiros nos EUA?
Preconceito
Imigração
Falta de trabalho
Custo de vida
Saudades de casa
Votar
resultado parcial...
BPMagazine.com Forum BP Assine Como Anunciar Fale Conosco Cadastro Eventos Famosos Aniversários Shows
  Publicidade
.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Brazilian PressWebtiva.com | webdesign da Bahia Assine o Brazilian Press Anuncie no Brazilian Press Contatos