13 mortos em série de explosões na Índia
LUCKNOW, Índia - Diversas bombas explodiram ontem em um breve intervalo de tempo em tribunais de três diferentes cidades do norte da Índia, provocando a morte de pelo menos dez advogados e ferindo dezenas de pessoas mais, informaram autoridades locais.
Oficiais dos serviços indianos de segurança atribuíram as explosões ocorridas nas cidades de Varanasi, Faizabad e Lucknow a milicianos interessados em criar atrito entre a maioria hindu e a minoria muçulmana da Índia. Até o momento, porém, nenhum grupo reivindicou a autoria das explosões.
Todas as cidades atacadas ontem situam-se no Estado indiano de Uttar Pradesh. Os piores ataques aparentemente aconteceram em Varanasi, onde nove advogados morreram e mais 45 pessoas ficaram feridas em três diferentes explosões, disse Mayawati, a ministra-chefe de Uttar Pradesh. Ela é a mais alta autoridade eleita do Estado e atende por apenas um nome. Pelo menos duas bombas estavam atadas a bicicletas, informou a polícia.
Em Faizabad, onde duas bombas explodiram, quatro advogados morreram e pelo menos 14 ficaram feridos, prosseguiu Mayawati. Um dos artefatos estava em uma motocicleta, disse o policial N. R. Singh.
Houve ainda uma explosão em Lucknow, a capital de Uttar Pradesh. Não houve nenhuma vítima, disseram autoridades locais, reformando uma versão inicial de que dezenas de pessoas teriam ficado feridas.
Varanasi é uma das cidades mais sagradas do hinduísmo. Faizabad, por sua vez, fica perto da Ayodhya, onde extremistas hindus destruíram em 1992 a mesquita Babri, construída no século 16. O ataque desencadeou um violento conflito entre hindus e muçulmanos.
As explosões ocorreram num intervalo de aproximadamente 15 minutos. As três cidades atacadas situam-se a aproximadamente 250 quilômetros uma das outras. As explosões já estão sendo investigadas, afirmou Mayawati.
Apesar de o motivo e os autores dos ataques ainda serem desconhecidos, Padam Kriti, porta-voz da Ordem dos Advogados de Uttar Pradesh, especulou que as ações poderiam fazer parte de uma retaliação à decisão tomada pelos advogados do Estado no início do ano de não defenderem réus acusados de "terrorismo". |