São Paulo reage e empata com Botafogo na festa do penta
São Paulo - Impressionante este São Paulo de 2007. No jogo em que recebeu o troféu pelo título do Campeonato Brasileiro, o time jogou um primeiro tempo para ser esquecido contra o Botafogo, no domingo, no Morumbi. Foi apático, indolente e sofreu dois gols antes dos 20 minutos de partida. No intervalo, o técnico Muricy Ramalho deu um chacoalhão no time, fez alterações corretas e buscou um empate em 2 a 2 que parecia impossível.
O resultado também amarga o fim de ano do Botafogo, que continua fazendo sua torcida sofrer. Depois de perder o Campeonato Carioca e a Copa do Brasil, o time do Rio se despediu no domingo, definitivamente, da luta por uma vaga na Taça Libertadores de 2008.
No primeiro turno, os dois times haviam se enfrentado em situação bem diferente. O Botafogo liderava o campeonato e o São Paulo começava sua escalada rumo ao topo. Mesmo jogando no Maracanã, o time de Muricy venceu por 2 a 0, se instalou na liderança do campeonato e de lá nunca mais saiu.
No domingo, parecia que seria tudo ao contrário. Logo aos 11 minutos, Lúcio Flávio abriu o placar, após boa trama entre Alessandro e Jorge Henrique na direita. Menos de 10 minutos depois, Juninho ampliou em cobrança de falta. Pela primeira vez no Campeonato Brasileiro, o São Paulo sofreu mais de um gol dentro do Morumbi.
"Estamos precisando ter mais sorte", defendeu-se o capitão são-paulino ao deixar o campo no intervalo. Rogério atuou com a camisa número 450, em homenagem ao lendário zagueiro Roberto Dias, morto há um mês, que disputou 450 partidas pelo clube.
Não foi a única novidade estética que o São Paulo apresentou. Leandro estreou os novos cabelos (um aplique) e uma faixa vermelha na cabeça; Richarlyson jogou com a camisa número 20, mas com o nome "Ricky" às costas (é assim chamado por Muricy), além das chuteiras de cores diferentes.
OUTRO TIME - Irritadíssimo com o resultado do primeiro tempo - 2 a 0 para o Botafogo - Muricy mandou Souza e Borges para o campo, nos lugares de Júnior e Dagoberto. O time voltou melhor para o segundo tempo, mostrou mais vontade. Aos 10 minutos, na segunda chance que criou no segundo tempo, Aloísio completou de cabeça o cruzamento de Jorge Wagner e diminuiu: 2 a 1.
E aí ressurgiu o verdadeiro São Paulo de 2007, que acostumou seu torcedor a um futebol pragmático, chato até, mas vencedor. A menos de 10 minutos do fim, Richarlyson marcou, de cabeça, o gol do empate. Justo resultado para o time que nunca parou de lutar no segundo tempo.
Rogério Ceni resumiu: "Não teria graça levantar o troféu com uma derrota." Foi a despedida do São Paulo do Morumbi, onde venceu 13 vezes, empatou três e perdeu outras três. |