Pontes entre Uruguai e Argentina são reabertas
Buenos Aires - Duas das três pontes que unem as fronteiras entre a Argentina e o Uruguai foram reabertas ontem pelo governo uruguaio. As pontes internacionais Concordia-Salto e Colón-Paysandú foram fechadas durante o fim de semana diante da ameaça de protestos no Uruguai contra a fábrica de celulose Botnia. Os manifestantes são moradores e ambientalistas que vivem nas três cidades localizadas nas imediações da margem argentina do rio Uruguai Gualeguaychú, Concordia e Colón, em frente à uruguaia Fray Bentos, onde foi construída a fábrica.
O presidente Tabaré Vázquez não quis correr risco de um protesto violento em solo uruguaio e, por prevenção, fechou as pontes. O prefeito de Salto, Uruguai, Ramón Fonticiella, disse ontem manhã à rádio portenha La Red que o trânsito na fronteira "já se normalizou". A única ponte que continua fechada é a General San Martín, que une a cidade de Gualeguaychú com Fray Bentos, porque os riscos são maiores. Essa fronteira está fechada pelos manifestantes há mais de um ano e no último dia 9, o governo uruguaio também decidiu bloquear a passagem do seu lado, por medida de segurança.
O conflito entre os dois países se arrasta há quase três anos e se aprofundou depois que Vázquez autorizou o início do funcionamento da planta que pretende produzir um milhão de toneladas de papel por ano. Botnia começou a produzir há quase três semanas e já provocou o rechaço de moradores da própria Fray Bentos devido ao forte cheiro que exala de suas chaminés. O odor também provocou desmaios em alguns alunos de uma escola da cidade, na semana passada, o que provocou a ira dos ambientalistas argentinos. |