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08.12.2007 imprimir Imprimir
 

Senadores da base defendem CPMF com 'humildade'; Lula também defende

Brasília - Os senadores da base do governo fazem qualquer coisa para agradar a oposição nestes dias que antecedem a votação da CPMF. Até pedir desculpas em público. O senador Mão Santa (PMDB-PI), que costuma passar todo o dia provocando os governistas, reclamou da líder do PT, Ideli Salvati (SC) que, sentada ao lado do presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), lhe cochichava qualquer coisa ao ouvido. "Senadora Ideli, a senhora está atrapalhando nosso presidente", disse Mão Santa. E continuou seu discurso contrário ao governo e, claro, a favor da rejeição da CPMF. Ideli tornou a falar ao ouvido de Tião. Mão Santa reclamou de novo. "Senadora Ideli, a senhora não está deixando o presidente prestar atenção no meu discurso".

Ideli desceu da Mesa Diretora, pediu a palavra e, humildemente, desculpou-se. O senador Heráclito Fortes (DEM-PI), outro que provoca os governistas a toda hora, pediu a palavra. E parabenizou Mão Santa por ter conseguido fazer a líder petista "deixar a arrogância de lado". "Não sei que milagre o senhor operou, mas fazer a senadora Ideli descer de seu pedestal e pedir desculpas é um feito histórico".

Logo depois, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) aparteava o líder tucano Arthur Virgílio (AM), quando o senador Aloisio Mercadante (PT-SP) foi à Mesa falar no ouvido do senador Romeu Tuma (PTB-SP), agora na presidência da sessão. Quando Mercadante retornou, Tuma pediu que os dois oradores terminassem logo, porque havia pressão do plenário para que suas falas não se estendessem. Jereissati ficou irado. Entendeu que Mercadante fora à Mesa impedir que ele continuasse a discursar, porque falava mal da CPMF. Jereissati fez vários gestos de ameaça a Mercadante.

O senador petista, em vez de brigar, imitou a líder Ideli. Humildemente foi até a cadeira de Tasso e se explicou. Disse que tinha de pegar um vôo às 18h50 e que, ao ouvir a oposição provocar o governo, ao afirmar que ninguém defendia a CPMF, queria fazê-lo, mas não tinha encontrado espaço para isso. Disse que em nenhum momento procurou interromper as falas de Arthur Virgílio e Jereissati, pois buscava apenas informação para saber se teria alguns minutos para fazer a defesa do governo e da CPMF. Jereissati se acalmou.

Governo pode adiar votação da CPMF outra vez Clique em PLAY para assistir
 
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