Pacote-bomba mata uma pessoa e fere outra em Paris
Paris - Um pacote-bomba explodiu na quinta-feira num escritório de advocacia em Paris, matando uma secretária de 60 anos e ferindo cinco pessoas, uma delas gravemente. Vários outros advogados tiveram de ser tratados por estarem em choque após a explosão. A polícia ainda não tem pistas sobre o motivo do atentado, que ocorreu no mesmo prédio onde fica o antigo escritório de advocacia do presidente francês, Nicolas Sarkozy.
O pacote com duas bombas caseiras foi entregue às 12h50 (horário de Paris) ao escritório e explodiu assim que foi aberto pela secretária, cujo nome não foi revelado. A ministra da Defesa, Michele Alliot-Marie, que foi ao local do atentado, afirmou que apenas um dos explosivos foi detonado.
Num comunicado, Michele condenou o ataque, que qualificou de odioso. A ministra da Defesa estava em Bruxelas, na Bélgica, para participar de uma reunião da União Européia, mas retornou imediatamente à França após ser informada sobre a explosão.
De acordo com Pierre Ponos, um dos advogados do escritório, a correspondência estava endereçada à dona da firma, Catherien Gouet-Jenselme, e ao advogado que ficou gravemente ferido, Olivier Brane. Segundo Michele, Brane, de 58 anos, não corre risco de morte.
Catherine disse não entender o motivo do ataque, uma vez que seu escritório "não lida com assuntos sensíveis, mas sim com questões imobiliárias, de seguros, além de divórcios". Investigadores estão procurando o homem que entregou o pacote.
Unidades de investigação antiterrorismo isolaram o prédio, que fica no centro da cidade. Fontes próximas ao caso, no entanto, disseram que ainda não há indícios de terrorismo islâmico ou de grupos separatistas franceses, que usam explosivos mais potentes e métodos diferentes.
O procurador-geral de Paris, Jean-Claude Marin, negou rumores de que o escritório atacado estivesse cuidando do julgamento do Yvan Colonna, suspeito de ter assassinado um prefeito da Córsega em 1998.
O presidente da Associação de Advogados de Paris, Christian Charriere-Bournazel, descartou qualquer ligação entre a explosão e o antigo escritório de Sarkozy, o Arnaud Claude e Associados - que fica em outro andar.
O prefeito de Paris, Bertrand Delanoe, afirmou que além do escritório onde Sarkozy trabalhou, o prédio abriga a Fundação para a Memória de Shoá, um centro de estudos sobre o Holocausto. A instituição fica no mesmo andar do local da explosão, mas, segundo Delanoe, não há indícios de que o centro seria o alvo. Serge Klarsfeld, que trabalha para a fundação procurando fugitivos nazistas, afirmou que os funcionários nunca foram ameaçados.
Bomba explode em escritório de advocacia, em Paris