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   Notícias dos Estados Unidos

12.12.2007 imprimir Imprimir
 

Republicanos defendem posição contra imigração ilegal

Os pré-candidatos republicanos à presidência dos Estados Unidos defenderam no domingo suas posições contra a imigração ilegal e criticaram o presidente venezuelano, Hugo Chávez, em um debate transmitido em espanhol pelo canal latino Univisión.

"O que devemos fazer é acabar com a imigração ilegal", afirmou o ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, durante o debate, do qual também participaram todos os candidatos republicanos às primárias - à exceção de Tom Tancredo, conhecido no Congresso americano justamente por se posicionar contra os imigrantes ilegais.

Consciente da grande parcela de origem hispânica que integra seu eleitorado, Giuliani não insistiu, como vários de seus concorrentes, na necessidade de que os cerca de 12 milhões de imigrantes ilegais atualmente no país tenham direito a "furar a fila" da documentação para obter a cidadania, passando na frente daqueles que iniciaram o processo legalmente a partir de seus respectivos países.

O ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, em alta de acordo com as mais recentes pesquisas, exigiu que os ilegais "voltem a seu país, dentro de um prazo razoável, e iniciem o processo". O debate foi transmitido ao vivo com tradução simultânea para o espanhol.

O ex-governador de Massachusett Mitt Romney se viu forçado a justificar a decisão de romper o contrato com a empresa de jardinagem que cuidava de sua mansão, que empregava imigrantes ilegais, como denunciou Giuliani em um debate.

"A empresa cometeu um erro", disse Romney, sem responder se havia denunciado os funcionários ilegais ao serviço de imigração. Ao invés disso, afirmou apenas que era contra a possibilidade de que "toda a família" possa se reunir com seus filhos nascidos em território americano e receber por isso o Green Card, o visto permanente de imigração.

Como de costume, a voz discordante em relação à questão migratória partiu do senador John McCain, do Arizona, que nos últimos dois anos tem defendido projetos de reforma do sistema de imigração - todos bloqueados no Congresso pelo setor mais radical de seu próprio partido.

"Temos que abordar este assunto com compaixão e amor, porque estamos tratando de seres humanos", explicou o senador. Os pré-candidatos republicanos ainda chamaram o presidente venezuelano, Hugo Chávez, de "ditador" e prometeram manter o embargo contra Cuba, estabelecido em 1962. O único a se manifestar a favor do fim do embargo cubano foi o representate Ron Paul, que foi vaiado por defender o diálogo com Havana.

"Quero repetir as palavras do rei Juan Carlos: Por que não se cala?", ironizou o senador MacCain, arrancando risos da platéia ao se referir à intervenção do monarca espanhol durante a Cúpula Iberoamericana de Santiago, há um mês, quando mandou Chávez calar a boca.

O debate de domingo aconteceu três meses depois do encontro promovido pela Univisión dos pré-candidatos democratas, realizado na Universidade de Miami.

 
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