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   Notícias dos Estados Unidos

02.01.2008 imprimir Imprimir
 

Seguem abaixo os principais temas da campanha presidencial americana:

IRAQUE

Os pré-candidatos democratas prometem pôr fim à guerra no Iraque e começar a retirar tropas "imediatamente". O voto de Hillary Clinton em favor da guerra, em 2002, é alvo de crítica de seus rivais Barack Obama e John Edwards. Já o "outsider" Joseph Biden defende uma solução federal para o Iraque.

Entre os republicanos, o senador John McCain, ferrenho defensor do envio de reforços decidido há um ano, tenta explorar ao máximo o sucesso aparente desta estratégia. A maioria de seus adversários se contenta em esperar um resultado positivo e rejeita qualquer calendário de retirada. O libertário Ron Paul propõe o fim imediato da guerra.

PAQUISTÃO

A violência no Paquistão obrigou os pré-candidatos à presidência dos Estados Unidos a voltar seus olhares para a explosão de uma nova crise no exterior, a poucos dias do início das primárias das eleições de 2008. O assassinato da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto comoveu os aspirantes à Casa Branca, muitos deles a conheciam pessoalmente, mas, como pode questionar suas habilidades para enfrentar uma crise e servir de teste para suas capacidades geopolíticas, ainda estão se mostrando cuidadosos a respeito de incluir o tema na campanha.

ECONOMIA

Uma pesquisa recente mostra que o atendimento de saúde lidera as preocupações do eleitorado, e os democratas, que prometem saúde para todos, exploram de bom grado este tema. Também propõem acabar com as reduções dos impostos para os mais ricos, preservando, contudo, os cortes que beneficiam as classes médias.

A base do programa econômico dos republicanos é a redução de impostos, ou, pelo menos, a manutenção das reduções feitas nos anos Bush. Mike Huckabee defende a substituição de todos os impostos por um correspondente ao ICMS brasileiro.

DIPLOMACIA

John Edwards minimiza a "guerra contra o terrorismo", que ele qualifica como um slogan político, mas seus principais adversários a consideram muito real e mal administrada por Bush. Os democratas defendem contatos diretos com Irã, Síria e Coréia do Norte.

Do lado republicano, Huckabee denunciou a "mentalidade de 'bunker' arrogante" da administração Bush, enquanto Mitt Romney elogiou o governo. O ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani promete "ganhar a guerra dos terroristas" e fazer com que Irã e Síria prestem contas pelo apoio dado ao Hezbollah e ao Hamas. Já McCain é cético quanto à utilidade de se fazer contatos com Damasco e Teerã.

IMIGRAÇÃO

Os democratas apóiam uma reforma da imigração que consiste em aliar o reforço das fronteiras e dos controles à legalização, com condições, dos cerca de 12 milhões de clandestinos.

A maioria dos republicanos se contenta com insistir no aspecto repressivo da reforma. McCain sustenta, porém, a mesma abordagem que os democratas. Na mesma linha, Huckabee prefere um olhar "mais humano" do problema, em paralelo à defesa das fronteiras.

SOCIEDADE

Os democratas avaliam que o aborto deve continuar como "legal, sem perigo e raro", e que os casais homossexuais devem poder estabelecer uma "união civil" - sem defender, contudo, a idéia do casamento homossexual.

Entre os republicanos, Giuliani se opõe ao aborto, mas também à sua proibição em nível federal. Os outros republicanos são totalmente contra esta prática, incluindo Romney, que já foi "pró-escolha" antes de ser eleito em Massachusetts. O casamento gay é um anátema para grande parte dos pré-candidatos republicanos, salvo Ron Paul.

Republicanos e democratas alardeiam sua fé religiosa. O batista Mike Huckabee, por exemplo, apresenta-se como um "líder cristão", e o mórmon Mitt Romney prometeu pôr a religião no centro da vida pública.

COMÉRCIO INTERNACIONAL

Hillary Clinton preconiza uma reavaliação dos grandes tratados comerciais, entre eles o Acordo de Livre Comércio Norte-Americano (Nafta), e uma "pausa" antes de fechar novos acordos. Obama prioriza normas rígidas sobre o direito do trabalho e meio ambiente. Mais ofensivo, Edwards denuncia a "hemorragia" de empregos provocada pela globalização e acusa a China de manipular o iuane.

Entre os republicanos, os pré-candidatos de primeira linha rejeitam o protecionismo e apregoam o livre comércio.

 
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