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   Colunas . Editorial por André Ladeira e Marina Herrmann

05.01.2008 imprimir Imprimir
 

ANO NOVO

Mais uma virada de ano. O novo ano chega e com ele é tempo de fazermos  tudo aquilo a que estamos acostumados desde sempre. Hora de sonhar, rever os erros do passado, alimentar esperança de um futuro melhor e fazer uma reflexão geral sobre a vida.

Se pararmos pra analisar o clima que paira ao longo desse período, é no mínimo diferente, para não dizer estranho. Os festejos começam com a expectativa do natal, a proximidade do ano novo e, para nós, brasileiros, estende-se até a ansiedade da chegada do carnaval. Meio que num passe de mágica, as pessoas esquecem das adversidades ao longo do ano e tudo vira festa. Não há mais brigas, não há mais guerras, todo mundo tem dinheiro. Comprar bacalhau é tão essencial quanto feijão, e panetone é obrigatório. O mais interessante é que esse tipo de clima vai se embranhando de um modo que quando nos damos conta, já era. Como dizem que é a época do perdão, você tem de aturar aquele vizinho que você não suporta (e até apertar sua mão, desejando felicidade no ano que se inicia), tem de visitar os parentes, que teimam em te abarrotar de comida até o limite (afinal não se pode fazer desfeita...), fazendo parecer mais uma celebração ao rodízio de guloseimas do que propriamente compartilhar a reflexão sobre o sentido das datas em questão e aturar também sempre aquela pessoa inconveniente, que se considera engraçada (em rodas de piadas, essa parte cairia “nas costas” de um cunhado, mas não seremos preconceituosos a esse ponto) e que apesar dos apelos teima em misturar vinho e cerveja, estopim para prováveis momentos desagradáveis.

Por outro lado, não podemos ser cruéis a ponto de só destacarmos aspectos negativos. Claro que não é assim e muito menos é essa, a nossa intenção. Para as pessoas que tiveram dificuldades ao longo do ano que se encerra, problemas financeiros, de saúde, profissionais, familiares, é hora de renovar das esperanças. As adversidades fazem parte da vida de todo mundo e esse momento é favorável para absorvermos essa energia no ar e buscarmos momentos mais felizes. Aqueles que sabem aprender e tirar lições das infelicidades, tornam-se pessoas mais fortes. Passar esse período festivo longe da família, num local distante, num país diferente, não é para qualquer um. Pensar em alguém da família ou muito próximo, que não faz mais parte desse mundo, não é fácil e invariavelmente esse tipo de pensamento aflora nessa época do ano. Vida que segue...

Para as pessoas que tiveram um ano positivo, a expectativa é de sempre mais. Quanto mais temos, mais queremos. Saúde, dinheiro e felicidade são as coisas mais comuns de se desejar. Na verdade, já se tornaram até clichê. Mas no fundo, é realmente o que todo mundo quer e é também o que desejamos a todos.

Feliz 2008!

 
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