McCain e Obama sobem em pesquisas nos EUA
As primárias de New Hampshire e de Iowa mudaram as percepções dos eleitores americanos sobre os principais candidatos na disputa pela indicação. Pesquisas do Washington Post-ABC News e do New York Times - CBS News mostram que o republicano John McCain, antes visto como carta fora do baralho, é encarado agora como o candidato com maior possibilidade de ser eleito.
A percepção da elegibilidade de Barack Obama também subiu muito depois de Iowa e New Hampshire, mas a candidata Hillary Clinton ainda é encarada como a mais apta para ser presidente do país.
O candidato John McCain, que esteve em quarto lugar nas pesquisas alguns meses atrás, e cuja candidatura quase naufragou em julho, deu um salto. No mês passado, segundo o levantamento do Washington Post realizado entre 6 e 9 de dezembro, Rudolph Giuliani era visto como o candidato com maior capacidade de liderança por 38% dos eleitores republicanos, enquanto McCain vinha em segundo lugar, com 19%. Na pesquisa feita entre os dias 9 e 12 de janeiro deste ano, McCain lidera com 37% e Giuliani está bem atrás, com 25%. A queda de Giuliani nas pesquisas foi notável - ele era o primeiro em intenções de voto na pesquisa de novembro, com 34%, e caiu para quarto lugar agora, com 15%. Já McCain subiu do quarto lugar em dezembro (12%) para o primeiro (28%).
São 57% os eleitores que têm opinião favorável a McCain.
Após a vitória em Iowa e o segundo lugar em New Hampshire, cresceu muito a porcentagem de eleitores que acredita na possibilidade de o senador Barack Obama se eleger presidente. Em dezembro, apenas 16% acreditavam na elegibilidade de Obama, número que passou para 36% este mês. A senadora Hillary Clinton continua a ser encarada como a candidata com maior elegibilidade entre os democratas, com 43% dos eleitores apostando que ela pode ser eleita (mas eram 59% em dezembro). Na pesquisa do New York Times, Obama também teve um salto na percepção de elegibilidade - em dezembro, apenas 14% dos eleitores democratas acreditava que ele seria o candidato mais forte para derrotar um republicano, número que passou para 35% neste mês.
De modo geral, a percepção dos eleitores sobre Obama se tornou mais favorável depois de Iowa e New Hampshire - 33% acreditam que Obama tem maior capacidade de liderança (diante de 19% em dezembro), 33% acreditam que ele é o mais apto a lidar com a economia (eram 18%), e 11% acham que ele tem mais experiência (eram 8%) - embora a senadora Hillary ganhe dele em todos esses quesitos. Cinqüenta e três por cento dos eleitores acham que Obama precisa de mais alguns anos de preparo para poder ser presidente. Obama se sai melhor que Hillary nos quesitos mais honesto (38% diante de 30%) e mais inspirador (50% a 35%).
De qualquer maneira, as pesquisas deixam claro que grande parte dos eleitores americanos ainda pode mudar de idéia. Entre os democratas, 57% já decidiram em quem votar, mas 43% acham que ainda é cedo. Entre os republicanos, a indecisão é ainda maior - 72% acham que é muito cedo para decidir, diante de 27% que já resolveram em quem votar. As próximas primárias podem mexer mais uma vez no cenário. Se McCain vencer Romney na primária de Michigan amanhã, ele se consolida na liderança republicana. Mas se Romney vencer, a disputa fica ainda mais embolada. Na primária democrata em Nevada, que se realizará no sábado, Hillary está na frente, mas Obama conquistou o apoio de um importante sindicato local. |