Fique alerta à dieta da proteína
Muito se fala em dieta da proteína. E apesar de não ser novidade, muita gente submete-se a ela baseada em estudos que mostram que o aumento da quantidade deste item no cardápio promove um melhor controle de peso. No entanto, muitos médicos questionam essa maneira de emagrecer que começou há cerca de 30 anos, proposto pelo médico americano Robert Atkins.
Um dos pontos contra é que o cardápio de Atkins (em que mais da metade das calorias (57%) vem de carnes, ovos, óleos, laticínios, margarina e maionese), é pobre em vitaminas, minerais e fibras. Afinal de contas, faltam frutas e verduras em sua dieta. A médio e longo prazo, o organismo pode ficar desnutrido e mais vulnerável a doenças.
Sem contar que o risco para as artérias é destacado, já que mais da metade das calorias de uma refeição típica do método é gordura saturada (de origem animal), que se transforma em colesterol e entope as artérias. E mais: comer proteínas demais pode sobrecarregar os rins.
Muitas pessoas não sabem, mas a falta de carboidratos desta dieta ainda pode causar mau hálito, dor de cabeça, falta de disposição e náuseas. A deficiência deste grupo alimentar desidrata o organismo e aciona um mecanismo para economizar energia como se estivesse num jejum prolongado.
E junto com a perda da tão sonhada gordura, perde-se também massa magra (musculatura e osso); sem contar que pessoas que se exercitam freqüentemente estão propensas à fadiga muscular.
Por esses e outros motivos, é importante avaliar a real necessidade da adoção desta modalidade radical de dieta. Os médicos aconselham que é mais saudável comer de tudo um pouco, controlando a dose de gordura - sem eliminar grupos inteiros de alimentos. |