Grupo Mulher debate relacionamento, dá aula de inglês e lança campanha de alistamento eleitoral
O Grupo Mulher Brasileira começa 2008 com um programa cheio, que inclui campanha de alistamento eleitoral, debate sobre relacionamento, situações de violência e curso de inglês, além de dar continuidade à clínica de imigração e ao plantão de saúde com Dayane Leal. Na pauta do Grupo, também está a celebração dos 13 anos de trabalho comunitário, a partir de março.
Heloisa Galvão, presidente do Grupo, chama a atenção para a importância das eleições primárias do dia 5 de fevereiro. A data é conhecida como SuperTerça, porque nesse dia eleitores de diversos estados do país, entre eles Massachusetts, vão escolher os candidatos à presidência. O candidato ou candidata que obtiver mais votos e mais delegados será indicado(a) pelo seu partido. O Grupo Mulher Brasileira vai desencadear uma campanha de alistamento eleitoral e de esclarecimento dos eleitores sobre a plataforma dos candidados, que serão oficialmente conhecidos após as primárias do dia 5.
“É muito importante que todos os brasileiros cidadãos norte-americanos votem, tanto nas primárias do dia 5, como nas eleições para presidente do dia 4 de novembro”, disse Heloisa. Ela considera o pleito presidencial uma questão de sobrevivência, pois só “uma mudança de governo poderá levar a um debate sério e eficaz sobre as leis de imigração”. Heloisa prevê um ano difícil para os imigrantes, apontando para a tendência dos candidatos de usarem jargões anti-imigrantes para catalizar votos e para a economia ruim, com provável recessão, o que em nada ajuda a causa dos imigrantes.
Relacionamentos:
Na quarta-feira, 30 de janeiro, o Grupo Mulher Brasileira promove um seminário sobre Relacionamento e Comportamento, que abordará temas como abuso, assédio e violência. “Estes problemas muitas vezes não são bem identificados em nossa comunidade”, afirma Célia Maciel, da diretoria do Grupo. “Precisamos saber como reconhecer quando uma situação de violência está acontecendo. Às vezes é com a gente, às vezes é com uma amiga ou amigo e nós não vemos”. Célia, que trabalha como assistente social para o Wayside em Framingham, afirma ser importante saber como ajudar uma vítima, ou onde e como procurar ajuda. Alerta ainda para sinais como mudança de atitude das crianças, em casa ou na escola, as quais podem passar despercebidas. “As conseqüências da violência, seja doméstica, assédio ou abuso sexual, são devastadoras nas crianças, na família e na comunidade. Nós precisamos estar preparados para lidar com isso”. A melhor forma, diz, é estar informada sobre o que é um relacionamento saudável e que tipos de violência podem se apresentar.
O seminário sobre Relacionamentos é o segundo de uma série de quatro. O primeiro foi sobre saúde da mulher, os próximos abordarão "Minha tristeza Passa com a Mudança de Estação? Saiba como identificar se o que você está sentindo é mais profundo do que saudades de casa", dia 26 de março e Direitos Trabalhistas - A Mulher no Mercado de Trabalho. Saiba dos seus direitos como mulher, dia 6 de junho. Todos os debates acontecem na sede do Grupo, às 18:30 horas, e são abertos à comunidade. Quem participar dos quartro seminários ganha um Certificado de Participação no final do ciclo.
Aula de inglês e clínica
O Grupo reinicia dia 5 de fevereiro um novo curso de inglês. As aulas serão ministradas na sede do Grupo todas as terças e quintas-feiras, das 19 às 21 horas, durante seis semanas, com término previsto para 13 de março. O curso custa $50 e as inscrições podem ser feitas com Monica Chianelli, pelo telefone 617-787-0557 ramal 14 ou pelo email monica@verdeamarelo.org.
No dia 7 de fevereiro, quinta-feira, terá clínica de imigração com o advogado Joshua Paulin. As clínicas são gratuítas mas é preciso marcar hora por telefone ou pelo email heloisa@verdeamarelo.org. As clínicas entram em seu nono mês de funcionamento com um total de 37 pessoas atendidas. O Grupo Mulher considera importante que as pessoas estejam informadas para tomar decisões equilibradas caso precisem de ajuda legal. Por isso, há também um acordo com Dayane Leal, do Health Care for All, para responder gratuitamente perguntas sobre as mudanças na política do free care e sobre a obrigatoriedade de seguro saúde. Dayanne atendeu pessoalmente no Grupo duas vezes ano passado e agora está “de plantão”. Quem ligar para o Grupo com perguntas sobre plano de saúde e/ou free care e deixar nome e telefone, ela liga de volta para ajudar. |