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23.01.2008 imprimir Imprimir
 

Uribe busca apoio da França para missão médica para reféns

Paris - O presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse neste Domingo que está buscando o apoio da França para formar uma missão médica internacional para atender reféns mantidos por guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) nas remotas selvas colombianas. Uribe, num giro pela Europa, se reuniu neste Domingo com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, para conversar sobre os reféns, entre eles a ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt. "e momento estamos organizando uma missão médica internacional", revelou Uribe à rádio Europe-1.

"Esse é um dos assuntos que vou pedir ao presidente Sarkozy para ajudar". Segundo Uribe, a missão deve "apoiar os reféns para estancar a deterioração da saúde" deles. Ele disse esperar que a missão tenha a participação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Uribe reuniu-se com o filho e o ex-marido de Betancourt, e posteriormente pediu à França, Espanha e Suíça para mediarem esforços para a libertação dos reféns. Uribe não comentou as acusações lançadas contra ele pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, que o chamou de "covarde, mentiroso e mafioso". Chávez mediava a libertação de reféns com as Farc, mas foi desautorizado por Uribe, que alegou que ele desrespeitou a exigência de não conversar diretamente com os militares colombianos.

Assista o vídeo:


Ainda assim, Chávez conseguiu a libertação de duas reféns, Clara Rojas e Consuelo Gonzalez, em 10 de janeiro. A libertação tinha sido programada para a virada do ano, mas a operação, monitorada por uma missão internacional, foi frustrada na época. Uribe alegou então que as Farc estavam mentindo, já que um dos três reféns que prometia libertar, o filho de três anos de Clara Emmanuel, estava na verdade num orfanato de Bogotá. As Farc afirmaram que a libertação foi suspensa devido a ações militares da Colômbia. Sábado, Chávez recorreu a declarações da ex-congressista Consuelo para atacar Uribe.

Ela disse que "operações militares inegavelmente ocorreram na zona (em 31 de dezembro) o que nos impediu" de chegar ao local da selva onde as duas seriam entregues à missão internacional. Chávez disse que a declaração prova que Uribe quis "dinamitar" a entrega das reféns por ser um "peão do império dos EUA". "Don Corleone (personagem do filme ‘O Poderoso Chefão’) não é nada perto de Uribe", disse Chávez. "Um homem assim não merece ser presidente de um país. Uribe serve para ser um chefe da máfia".

 
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