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26.01.2008 imprimir Imprimir
 

Diretor de 'Super Size Me' sai à procura de Bin Laden em seu novo filme

Depois de submeter seu corpo durante mais de um mês a um regime de hambúrgueres e batatas fritas do McDonald's no elogiado documentário "Super Size Me: A dieta do palhaço", Morgan Spurlock agora se propõe a um desafio mais arriscado: capturar o homem mais procurado do mundo, o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden.

O resultado - "Where in the World is Osama Bin Laden?" - teve estréia esta semana no Festival de Cinema Independente de Sundance, ante um público ansioso para comprovar se Spurlock conseguiria recriar a magia de sua inovadora obra-prima.

"Tive a idéia do filme em 2005", contou Spurlock em entrevista à AFP. "George W. Bush havia sido reeleito, Bin Laden havia divulgado uma nova gravação e as pessoas se perguntavam: onde diabos se meteu Osama Bin Laden?".

Depois de um treinamento para ajudá-lo a se safar de franco-atiradores e seqüestradores, o filme segue Spurlock enquanto ele viaja pelo Marrocos, Israel, Egito, Arábia Saudita, Afeganistão e, finalmente, Paquistão, para tentar encontrar o fugitivo que continua eludindo a CIA, o FBI e o exército dos Estados Unidos.

Ele entrevista parentes distantes dos terroristas do 11 de setembro e talibãs e perambula pelos centros comerciais e supermercados sauditas pedindo ajuda aos transeuntes para localizar Bin Laden.

Mas, na verdade, o filme não fala tanto do líder terrorista, mas do que leva os jovens muçulmanos a aderir a sua filosofia anti-americana.

"O que começou como 'que título bom pra um filme', virou um 'que tipo de mundo maluco cria um Osama bin Laden?' e comecei a me preocupar sobre o que é trazer uma criança para esse mundo", explicou Spurlock. Ainda mais quando soube que sua esposa, Alex, estava grávida durante a pré-produção do filme.

A lição do filme, segundo Spurlock, é que a realidade do mundo pós-11/9 não é branco ou preto.

"Aprendi que o que vemos na televisão americana, na imprensa, não é o que o resto do mundo pensa de nós, ou deles mesmos. É muito mais complicado que algo como 'bons contra os maus'. A maioria das pessoas que conheci era moderada, e acho que foi importante ouvi-las".

"Conheci muita gente que vê os Estados Unidos com tanta esperança... esperança de que os Estados Unidos vão mudar. Querem que os Estados Unidos sejam um modelo de democracia e deixe de apoiar ditadores", acrescentou.

Por fim, depois de chegar à região de Peshawar, no Paquistão, Spurlock abandona a busca para voltar para a casa, para sua esposa, que está a ponto de dar à luz.

"Se eu o tivesse encontrado, ficaria encantado de sentar com ele e perguntar: 'Como se pode acabar com tudo isso? Ou nunca vai acabar? Qual é a resposta?'".

 
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