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26.01.2008 imprimir Imprimir
 

Alimentação equilibrada ajuda a envelhecer com qualidade de vida

Uma alimentação saudável, com a quantidade de proteínas concentrada no almoço, pode contribuir para melhorar o processo de envelhecimento, adiando a degeneração muscular, a osteoporose e a redução das faculdades intelectuais.

Por ocasião do 48º Dia Anual de Nutrição e Dietética, que reúne em Paris nesta sexta-feira mil profissionais do setor, os nutricionistas explicam as vantagens de comer bem.

Para a gerontologista Monique Ferry, "envelhecer sem patologia nem incapacidade, mantendo um nível de atividade física e cognitiva elevado, é totalmente factível".

"Para conseguir isto o fator modificável mais acessível é, sem dúvida nenhuma, a a alimentação", acrescenta.

Como ressalta Bernard Guy-Grand, expecialista em nutrição, embora se recomende "uma alimentação frugal", os idosos não devem reduzir o aporte protéico. "As perdas de peso depois de 70 anos são tóxicas", explica.

Ele insiste na importância das proteínas - contidas nos ovos, laticínios ou carne bovina - e dos glicídios de absorção lenta, como o feijão branco, o grão-de-bico ou a lentilha.

O professor Yves Boirie da Universidade francesa de Clermont-Ferrand considera que não se deve esquecer a redução de massa muscular, que pode resultar em uma doença.

Para combater a mesma, Boirie sugere a absorção de um ácido aminado essencial como a leucina, que estimula a síntese das proteínas musculares. É encontrado nas proteínas lácteas, grãos de soja, lentilhas, carne de vaca e amendoins.

Como recomenda a "crononutrição", 80% das proteínas alimentares devem ser ingeridas no almoço, porque assim são mais bem assimiladas.

Para lutar contra a osteoporose, os nutricionistas recomendam uma quantidade adequada de proteínas e de cálcio, assim como de vitamina D para transportar o cálcio até as células ósseas. No caso das mulheres com menopausa o aporte de cálcio não faz mais que retardar o processo, advertem os especialistas.

Por outro lado, há poucas certezas sobre as causas do "declive cognitivo", que engloba tanto a perda de memória como as demências (como o mal de Alzheimer), o que torna difícil um remédio. De todas as formas, os nutricionistas mencionam diversos estudos que sugerem "um papel protetor das vitaminas B" e E.

Bernard Messing, diretor do serviço de gastroenterologia do hospital Beaujon, nas proximidades de Paris, insiste na importância da atividade física por contribuir à reconstituição da massa muscular em caso de fratura.

"A alimentação não é mais do que uma parte do problema", diz Guy-Grand.

No que todos concordam é na necessidade de comer de tudo, porque não existem os alimentos bons e ruins. Não se devem excluir os açúcares e as gorduras para não cair na "lipidofobia ou sacarofobia", opina o professor Guy-Grand.

 
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