Rio - Foi apertado e feio, mas o Vasco conseguiu ganhar a primeira no Campeonato Carioca: 1 a 0 sobre o Americano na quarta-feira à noite, em São Januário. A vitória leva a equipe vascaína à quinta colocação do Grupo B, com três pontos. O time de Campos, por sua vez, continua sem marcar ponto.
O técnico Romário resolveu improvisar para buscar a primeira vitória do Vasco. Ele tirou o lateral-esquerdo Calisto e improvisou o lateral-direito Marcus Vinícius na posição. Na zaga barrou Vílson e arriscou com o volante Xavier.
Mesmo assim, o primeiro tempo foi de baixo nível técnico. O Vasco transparecia nervosismo pela necessidade da vitória. O meia Morais buscava jogo, movimentando-se de um lado para outro, mas não conseguia produzir um lance de perigo. Leandro Bomfim também se esforçava, mas só assustava em chutes de longe.
O zagueiro Gil, porém, resolveu facilitar a vida do Vasco. Aos 21 minutos, o defensor do Americano cometeu pênalti bobo em Alan Kardec. Morais bateu mal, mas fez o gol.
A vantagem não inibiu a torcida vascaína de protestar contra o presidente do clube, Eurico Miranda, que foi xingado incessantemente. Já o atacante Edmundo, recém-contratado ainda sem previsão de estréia, teve seu nome cantando em coro.
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Depois do gol, a partida seguiu arrastada, em ritmo lento. O único momento de emoção restante seria a cobrança de falta do mesmo Morais, que bateu no travessão.
O Americano voltou melhor no segundo tempo e criou dois lances de perigo. Aos sete minutos, Rodrigo Ayres completou cruzamento na área para as redes, mas o árbitro marcou impedimento duvidoso e anulou o lance. Três minutos depois, Xavier salvou em cima da linha cobrança de falta da Rodinelli.
Diante da pressão do adversário, o Vasco se segurava na defesa e arriscava pouco no ataque, conduzindo o jogo com uma lentidão mortal. Bolas lançadas a esmo na área eram a única arma vascaína Romário decidiu, então, garantir o resultado e tirou o meia Beto para entrada do volante Amaral.
Depois disso, o Vasco recuou ainda mais e cedeu campo ao Americano, cuja falta de talento e criatividade o impediam de punir a covardia adversária. No fim das contas, um resultado celebrado mais pelo resultado matemático do que por trazer esperanças à torcida vascaína.