CBF veta 14 estádios na Copa do Brasil
Rio - A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou na quarta-feira o veto à 14 estádios que seriam utilizados na primeira fase da Copa do Brasil, competição que começa no dia 13 de fevereiro. Entre os locais que foram proibidos pela entidade está o Pacaembu, em São Paulo, onde o Corinthians enfrentaria o Barras (PI) em 27 de fevereiro.
Depois dos recentes problemas com os estádios brasileiros - principalmente, a tragédia na Fonte Nova, em Salvador, na qual sete torcedores morreram em dezembro passado -, a CBF resolveu agir com mais rigor na fiscalização. Assim, como determina o Estatuto do Torcedor, exigiu a entrega dos laudos técnicos (da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária) de todos os 66 locais onde estavam previstos jogos na primeira fase da Copa do Brasil.
A exigência da CBF foi feita no dia 10 de dezembro e o prazo de entrega dos laudos técnicos era em 14 de janeiro. Mas, com poucos clubes e federações cumpriram a determinação, a entidade resolveu prorrogar o prazo para o dia 24 e, depois, para o dia 29. Assim, na quarta-feira, foram divulgados aqueles que não atenderam as regulamentações necessárias.
A CBF esclarece, no entanto, que o veto é válido apenas para a primeira fase da Copa do Brasil. Afinal, os estádios podem ser liberados para uso a partir da segunda fase, a partir do dia 19 de março, desde que a situação deles seja regularizada e os laudos técnicos sejam devidamente entregues à entidade.
Além do Pacaembu, que está atualmente em reformas, outros dois estádios paulistas foram vetados: o Anacleto Campanella, do São Caetano, e o Canindé, da Portuguesa - ambos foram vetados também pela Federação Paulista de Futebol para a disputa do Paulistão. Já no Rio de Janeiro, apenas o Conselheiro Galvão, do Madureira, não poderá ser utilizado.
Os outros estádios vetados pela CBF são: Alfredo Jaconi (do Juventude, em Caxias do Sul), Ribeirão (do Roraima, em Boa Vista), Albertão (em Teresina), Aflitos (do Náutico, em Recife), Arruda (do Santa Cruz, em Recife), Baenão (do Remo, em Belém), Geraldão (do Cacerense, em Cáceres), Douradão (do Cene, em Dourados), Nhozinho Santos (do Maranhão, em São Luís) e Mané Garrincha (em Brasília). |