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02.02.2008 imprimir Imprimir
 

Nevascas deixam 60 mortos e prejuízos de US$ 7,5 bilhões na China

Pequim - As tempestades de neve que caíram em várias partes da China nas últimas três semanas mataram ao menos 60 pessoas e causaram prejuízos da ordem de 53,8 bilhões de yuan (mais de R$ 14 bilhões), informou o Ministério de Assuntos Civis nesta sexta-feira. As nevascas criaram o caos no sistema de transporte durante a época mais movimentada do ano, os feriados do Ano-Novo chinês - que começa dia 7 - , deixando pessoas presas em carros em estradas bloqueadas, casas sem aquecimento e sem energia elétrica e passageiros brigando por assentos nos trens.

O inverno mais rigoroso das últimas cinco décadas paralisou regiões densamente povoadas do leste e centro do país, no momento em que dezenas de milhões de trabalhadores migrantes procuram embarcar em trens e ônibus para voltar para casa. Entre 25 e 31 de janeiro, cerca de 5,8 milhões de passageiros ficaram presos com a paralisação do sistema ferroviário, disse Zhao Chunlei, da direção do Departamento Regulador do Ministério das Linhas Ferroviárias. Ele explicou que a prioridade será transportar carvão e restaurar a capacidade de operação das linhas principais nos próximo 10 dias.

Zhao e outras autoridades detalharam hoje, em entrevista coletiva, a resposta do governo ao desastre. Os problemas de transporte afetaram gravemente a cidade de Guangzhou, no sul da China, onde vivem milhões de trabalhadores migrantes. Centenas de milhares de pessoas foram impedidas de viajar e esperam que o serviço de trem seja restaurado. As autoridades estão procurando manter os futuros viajantes longe da estação, aparentemente por razões de segurança. A maioria estava espremida em avenidas, que foram fechadas para o trânsito. Além dos prejuízos econômicos, as ações chinesas caíram na sexta-feira, devido aos temores do impacto causado pelo tempo. Zhu Hongren, representante da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma - o órgão de planejamento econômico - disse que o desastre causou grandes perdas à economia chinesa, mas apenas no curto prazo.

Assista o vídeo:

"Os fundamentos econômicos da economia do país ainda estão vibrantes, e acredito que o crescimento econômico vai continuar" ele disse. A crise acontece poucos meses antes das Olimpíadas de Pequim, um evento de enorme importância que o governo comunista não economizará esforços para que seja um sucesso. Pequim, assim como a maior parte o norte do país, foi poupada do tempo severo, vivendo hoje baixas temperaturas mas com céu claro Mais neve deve atingir as províncias centrais e do leste, segundo a previsão.

 
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