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   Notícias dos Estados Unidos

02.02.2008 imprimir Imprimir
 

Brasileiro será julgado nos EUA por morte decorrente de lipoaspiração

Cambridge - Um médico brasileiro acusado de matar uma imigrante brasileira em uma lipoaspiração assumiu o crime na quarta-feira nos Estados Unidos, mas a Justiça decidiu mandá-lo a júri assim mesmo. Nos EUA, a confissão pode reduzir a pena.

Luiz Carlos Ribeiro, 51 anos, admitiu culpa por homicídio involuntário no caso que expôs o submundo da indústria da cirurgia cosmética realizada em imigrantes brasileiros no estado de Massachusetts. O promotor disse que o médico realizou a cirurgia sem autorização em uma cama de massagem, sem condições sanitárias e sem oxigênio de emergência no local.

Mas Ribeiro contradisse o relato do promotor, insistindo que tinha uma área cirúrgica esterilizada e equipamentos para ressuscitação de emergência quando fez a cirurgia de remoção de gordura em Fabíola de Paula no porão de um condomínio na cidade de Framingham, em julho de 2006.

A brasileira, de 24 anos, morreu em decorrência de complicações da cirurgia, incluindo embolia pulmonar causada por partículas de gordura em seus pulmões. Ribeiro diz que nada que tivesse feito poderia ter salvado a jovem.

"Se eu tivesse 100 anos, eu poderia jurar que eu não matei ninguém porque eu nunca mataria", Ribeiro disse ao juiz. "A morte de Fabíola foi repentina. Não tive chance de fazer nada".

Promotores disseram que Ribeiro realizava lipoaspiração, operação de nariz e injeções de botox há vários anos na área, a maioria para a grande população de imigrantes brasileiros. Segundo eles, se o procedimento tivesse sido realizado em um hospital a morte poderia ter sido evitada.

A juíza Wendie Gershengorn recusou a aceitar a admissão de culpa e marcou o julgamento para começar dia 3 de abril.

Em setembro a mulher de Ribeiro, Ana Maria Miranda Ribeiro, foi sentenciada a um ano de prisão quando admitiu a culpa por homicídio e reconheceu que trabalhou como enfermeira para seu marido.

Luiz Ribeiro era um médico no Brasil, mas nem ele nem sua mulher foram autorizados a praticar a profissão nos Estados Unidos, informaram as autoridades.

 
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