Roma - A Itália parece se mover em direção a eleições gerais em meados de abril - dois anos após as últimas eleições parlamentares - porque os esforços para formar um governo de transição falharam, após a renúncia do premiê Romano Prodi. O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, poderá fazer o anúncio da dissolução do Parlamento na noite de ontem Napolitano marcou duas reuniões para o começo da noite de ontem: com o líder do Senado, Franco Marini, e o líder da Câmara de Deputados, Fausto Bertinotti.
Enquanto isso, o Conselho de Ministros marcou o referendo sobre as mudanças na lei eleitoral para 18 de maio, informa a agência Ansa. Se o Parlamento for dissolvido, no entanto, o referendo só poderá ser realizado daqui a doze meses, como manda a Constituição.
Napolitano anunciará a Marini e a Bertinotti a dissolução do Parlamento e a convocação de novas eleições. Ele pediu a Marini, na semana passada, que tentasse formar um governo interino, mas o presidente do Senado declarou na segunda-feira que não havia mais apoio político suficiente para tal.
A eleição "não é uma tragédia," disse Berlusconi ao diário milanês Corriere Della Sera, o maior da Itália.
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A lei atual, um sistema de representação proporcional, foi aprovada nos últimos meses do segundo governo Berlusconi (2001-2006), mas foi depois muito criticada até pelos políticos que ajudaram a aprová-la. A lei dá muito poder e representatividade aos partidos pequenos.
Prodi teve que renunciar em 24 de janeiro, após um pequeno partido aliado de centro ter retirado seu apoio à coalizão de governo no Senado, onde o premiê perdeu uma votação de confiança.