Em cima da hora:
Edição de Sábado
Classificados BP
1 (973) 344-4555
   Canais

 
Home Page
Ed. Sábado
Artigos
Brasileirão
Cartas do Leitor
Classificados
Ed. Anteriores
   Ed. Flórida

 
Home Page
Humordido
Classificados
Editorial
Expediente
   Social Press

 
Connecticut
Flórida
New York
Social Press
   Colunas

 
Dajosan
Léa Campos
Opinião
   Serviços

 
Consulados
Cotação
Tradução
   Interação

 
Anuncie
Assine
Expediente
Fale Conosco
 
   Notícias do Brasil

09.02.2008 imprimir Imprimir
 
Base manobra por CPI que inclua período de FHC

rasília - Numa manobra para neutralizar o bombardeio da oposição, o presidente Lula autorizou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), a coletar assinaturas para abrir uma CPI na Casa sobre as compras com cartões corporativos. Detalhe: a CPI pretende investigar as despesas do governo desde janeiro de 1998 até hoje. O período atinge a administração de Fernando Henrique Cardoso, que assumiu a Presidência em 1994 e criou os cartões em 2001.

No fim da tarde, Jucá obteve 35 assinaturas - 8 a mais que as necessárias - e protocolou o pedido de CPI na Mesa do Senado. Na prática, o governo quer enterrar a CPI dos Cartões que o PSDB tenta instalar, com apoio do DEM. Para articuladores do Planalto uma CPI da Câmara e do Senado paralisaria o governo neste ano eleitoral. A tática foi optar por uma contra-ofensiva para constranger a oposição e esvaziar as investigações.

Na quarta-feira, já na sessão de abertura dos trabalhos do Congresso, Jucá circulava no plenário, buscando apoio de colegas para o pedido de CPI para apuração de "eventuais irregularidades" no uso de "suprimentos de fundos", incluindo contas bancárias, cartões de pagamento e saques em espécie. A menção aos "suprimentos de fundos" foi necessária porque o cartão corporativo só foi criado em 2001.

"Queremos comparar a série histórica dos últimos 10 anos para discutir os gastos públicos", afirmou Jucá, que também foi líder do governo FHC. "Vamos mostrar que as tapiocas são iguais: só muda o gosto", ironizou, referindo-se à compra de R$ 8,30 com cartão feita pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, em uma tapiocaria.

Ao saber que o prazo de investigação incluía o governo FHC, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), informou em nota que entrará no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação para que o governo informe seu gasto em cartão corporativo quando foi secretário-geral da Presidência de FHC e "outra para que sejam abertas todas as despesas efetuadas em cartões corporativos". Virgílio acusou o governo de querer transformar a CPI em pizza. "O PSDB não compactuará com nenhuma farsa, com nenhuma tentativa de setores governistas de, pretensamente antecipando-se às oposições, propor CPI para transformar em pizza uma investigação sobre o escândalo dos cartões corporativos", afirmou na nota.

"Não é uma manobra, em absoluto", rebateu o ministro das Relações Institucionais, José Múcio. De manhã, ele ligou para Lula, no Guarujá, e disse que era preciso se antecipar e neutralizar a tentativa da oposição de abrir a CPI dos Cartões. Depois, ele se reuniu com Jucá, o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), e os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Bernardo (Planejamento), Franklin Martins (Comunicação Social) e Jorge Hage (Controladoria-Geral da União)

"O governo pode até fazer uma operação-abafa na Câmara, mas no Senado não vai ter jeito. Lá, não tem como evitar essa CPI", disse Jucá aos ministros. Segundo um dos presentes, todos concordaram que a melhor tática era tomar a iniciativa de abrir o inquérito.

Dilma argumentou que o governo não tinha o que temer se todos os gastos estavam disponíveis na internet e disse que permitir a desmoralização de um instrumento eficiente como o cartão não era a melhor saída. Jucá admitiu que nenhum governo gosta de CPI, mas neste caso a "nuvem de suspeita" sobre o governo era mais nociva do que a investigação. "O governo não vai ficar refém desse tipo de ameaça. Quem tiver errado, que pague."

Bernardo afirmou que "esse negócio de farra de cartão não existe" e o cartão é "um bom instrumento para pagar pequenos valores" que não são objeto de licitações. "Achamos que o máximo que pode ter acontecido é um deslize de um ou outro gestor. No caso de qualquer coisa mais grave que tenha ocorrido, a lei está aí para isto e cada um que pague por seu erro."

 
Comente sobre esta matéria:
 
nome:  
e-mail:  
assunto:  
Mensagem:  
   
Publicidade
Acesse!
Enquete
Na sua opinião qual o maior problema enfrentado pelos brasileiros nos EUA?
Preconceito
Imigração
Falta de trabalho
Custo de vida
Saudades de casa
Votar
resultado parcial...
BPMagazine.com Forum BP Assine Como Anunciar Fale Conosco Cadastro Eventos Famosos Aniversários Shows
  Publicidade
.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Brazilian PressWebtiva.com | webdesign da Bahia Assine o Brazilian Press Anuncie no Brazilian Press Contatos