Banda brasileira inaugura a nova era do rock
A cultura humana tem se revelado, com o passar dos anos algo extremamente variável. O que hoje é considerado “alta moda” dentro de pouco tempo poderá ser taxado de “ultrapassado e cafona”.
A verdade é que o consumo dita muitas regras no tocante aos rumos dos costumes. Com a música não poderia ser diferente. Aquilo que vende “gera um período”. Quando o público consumidor se cansa de determinado gênero, começa-se um novo ciclo, seja ele Samba, Forró, Rock, etc.
Bom, se toda “moda” realmente passa, esse tipo de pensamento também já está passando. A “NOVA ERA” do ROCK está sendo ditada pela Banda Brasileira “BELTRANOS” que está com um trabalho excepcional. O projeto trata da valorização dos grandes clássicos da música brasileira. Totalmente despreocupado com “vendas”. Do resgate de algumas destas grandes obras e colocadas sob um novo prisma. Surgiu então a fusão do Ritmo de Rock com clássicos como “Carinhoso” (Pixinguinha e Braguinha), Vida de Gado (Zé Ramalho) A Rosas não Falam, de Cartola. O resultado mais que surpreendente, pode ser rotulado sem nenhum exagero de “arrebatador”. O que nunca acontecerá desde que música é música, está acontecendo com o trabalho desenvolvido pelos BELTRANOS.
A União da geração de pais e filhos, que antes sempre procurava diversão em lugares e músicas diferentes, está se aglomerando em busca de espaço nos Shows ao Vivo que essa Banda de Rock tem feito no Rio de Janeiro. O inimaginável até aqui está acontecendo. País e filhos indo a shows de uma Banda que agrada as duas gerações. Os pais encantados, por verem a valorização de músicas que curtiram no período de adolescência, agora também se encantam com os arranjos novos dados a estas músicas, que por sua vez transformaram o ROCK em algo absolutamente NOVO. Este ritmo que talvez seja hoje o mais difundido por todo o Planeta. Tem atravessado transformações ao longo do tempo, encontrou agora nos trabalhos dos BELTRANOS sua evolução mais recente. Rejuvenescido em si mesmo, o Rock está resgatando grandes valores da história da música brasileira: este é o resultado alcançado pela Banda BELTRANOS e pelo Co-produtor do projeto Cristóvão Esteves.
O Brazilian Press conferiu de perto com uma entrevista.
BP: Cristóvão Esteves, fala pra nós um pouco deste trabalho.
C.E. Bom, uma vez mais quero agradecer ao Jornal Brazilian Press por mais esta oportunidade, através do Silvio e dizer de forma sintética que trata-se de um resgate dos grandes clássicos da MPB. O objetivo principal é destacar o valor histórico destes clássicos. Ainda que se introduzam novos ritmos não há como descaracterizá-los. Quem os conhece no original, poderá ouvi-los em qualquer outro ritmo e reconhecerá que eles não ficaram imunes dentro dos novos ritmos empregados na nova leitura. A evolução deles é incontestável. Aproveito a oportunidade para destacar a opinião de um grande amigo meu Tim_McCullough, americano, músico e jornalista esportivo profissional: “Esta banda tem um som que é uma mistura de várias bandas de hard rock. O vocalista tem uma voz suave e lírica que lembra a Banda The Scorpions. O guitarrista toca como Jimmy Page do Led Zepelin. O baixista e o baterista fazem ótimos arranjos. A banda é uma promessa. Eu fico ansioso por novos trabalhos deles”.
B.P. E essa história de que você é o quinto membro da banda?
Cristóvão Esteves: rs. Essa já é uma outra história. O projeto nasceu da fusão de pensamentos. Eu e o Franco Bandeira (vocalista) pensamos de forma semelhante e isto às vezes chega às raias da loucura. Nós já rimos muito sobre isso. Por exemplo: eu não saberia explicar porque tomei a decisão de ligar pra ele num horário já meio tarde da noite. Ele num tom de voz assustado respondeu “ Alô…” e em seguida me dizer “acabei de abrir a porta da casa cara. Cheguei agora. Como você adivinhou que eu chegaria exatamente neste momento?” Rindo, é lógico com a coincidência eu simplesmente respondi Intuição “brother”…
Nós tocamos juntos há alguns anos atrás no Rio de Janeiro. Foi quando tive a oportunidade de conhecer o trabalho do Franco Bandeira e me tornar mais do que seu amigo. Seu Fã. Conheço de perto o talento dele e já disse isso em diferentes oportunidades. Ele pra mim em termos de “performance”, é o número um do mundo. A idéia de valorizar a MPB de uma forma séria já é de muito tempo. Entre ligações, reuniões e ensaios o trabalho levou nada menos do que um ano pra se ver materializado no trabalho de hoje.
Sou formado pelo Guitar Institute of Technology da Califórnia. Sobre meus projetos já gravados poderemos falar numa outra oportunidade. O fato é que todos os integrantes dos BELTRANOS são caras muito legais. A atmosfera dentro da Banda é ótima. Quando o trabalho ficou pronto eles entenderam e decretaram que eu sou o “quinto” membro da Banda. Agora é hora sabermos um pouco sobre os componentes da banda.
1 – Vocal: Franco Bandeira, canta há 30 anos , com influências de Ian Gillan, Robert Plant, Janis Joblin e dos cantores nacionais Elis Regina, Chico Buarque e Raul Seixas. Para ele, tocar nos Beltranos é como uma relação de amor e ódio. Amor pelo que está sendo feito e ódio pela ansiedade de vê-las pronta.
2 – Bateria: Eduardo Martins, toca bateria há mais de 20 anos e suas influências são Neal Peart, John Bonham, Élcio Cáfaro e João Barone.
3 – Contrabaixo: Ansellmo Luiz, é músico há 22 anos, na verdade desde o Rock in Rio 1985. Já teve uma banda chamada Luízes da Cidade, pelo fato de que todos os componentes tinha Luiz no nome. Suas influências musicais são Cris Squire, Geddy Lee, John Deacon, Jacó Pastorius e Paul MacCartney.
4 – Guitarra: Lula Machado, já é guitarrista por 32 anos. Suas principais influências musicais são Ritchie Blackmore, Ulrich Roth e Sérgio Dias, da Banda Os Mutantes.
Uma coisa é acordo entre eles, todos estão amando fazer parte da família Beltranos!
Para conhecer mais sobre a banda e seus integrantes, basta acessar o site www.fpac-tv.blip.tv, clicar em “episodes”, a seguir clicar em “BELTRANOS”. |