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13.02.2008 imprimir Imprimir
 

GM anuncia programa de demissão voluntária após prejuízo bilionário

A General Motors (GM), que no ano passado manteve por uma curta margem a liderança mundial na indústria automobilística, anunciou nesta terça-feira um novo programa de demissões voluntárias, e confirmou um prejuízo gigantesco em 2007.

Em dois comunicados separados, a fabricante americana anunciou um prejuízo líquido de 38,7 bilhões de dólares em 2007, o que reflete a provisão colossal que o grupo foi obrigado a fazer no terceiro trimestre para ajustar o valor de seus bens fiscais.

O programa de demissões aberto pela empresa pode afetar até 74.000 postos de trabalho.

No quarto trimestre, a GM anunciou um prejuízo líquido de 722 milhões, contra um lucro líquido de 950 milhões no mesmo período de 2006, segundo os resultados preliminares publicados pelo grupo.

Ao comentar esses dados, a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, reconheceu que as perdas da GM eram "significativas", mas que o governo estava otimista, já que o grupo havia realizado "reformas estruturais que deveriam permitir que se mantivesse competitivo no futuro".

O último programa de demissões desta empresa ocorreu em 2006. A rival americana Ford fez um anuncio similar em janeiro, já que luta, como a GM, para sair do vermelho. Na Ford, a possibilidade de demissão voluntária foi aberta para 12.000 trabalhadores.

Sem informar qual será o impacto financeiro desse plano, a GM assegurou que tem condição de economizar ainda entre 4 e 5 bilhões de dólares até 2010, após deixar de gastar 9 bilhões entre 2005-2007.

As condições financeiras propostas são similares às do plano de 2006. Cerca de 113.000 dos trabalhadores mais antigos pagos por hora - que são afiliados ao sindicato Union Auto Workers (UAW) - estavam habilitados, e essa opção foi aceita por mais de 30.000 deles. A GM também pode reduzir cerca de 35% do seu efetivo pagos por hora nos Estados Unidos.

Os trabalhadores sindicalizados na UAW possuem condições salariais e sociais vantajosas, e serão substituídos por funcionários muito mais baratos: 75 dólares de salário e prestações sociais, contra apenas 25 dólares para os novos trabalhadores.

O objetivo da GM é o de alcançar as relações salário/produtividade dos fabricantes asiáticos instalados nos Estados Unidos, como Toyota e Honda. A GM também deseja uma relação de custos fixos equivalente a não mais que 25% do volume de negócios até 2010, chegando a 23% no futuro, contra 35% em 2005 e 29,7% em 2007.

A GM indicou que espera para 2008 uma melhoria dos resultados, principalmente pelo "boom" dos mercados emergentes.

A divisão automobilística obteve em 2007 lucros antes dos impostos de 553 milhões de dólares, apesar de uma perda de 1,5 bilhão de dólares na América do Norte.

A empresa não revelou as previsões para o mercado americano em 2008, apesar dos analistas acreditarem em uma baixa.

 
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