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16.02.2008 imprimir Imprimir
 

Israel dá seqüência a polêmico plano de construção em Jerusalém

Jerusalém - Israel está dando seqüência ao polêmico plano de construir centenas de novas casas para judeus em um bairro de Jerusalém Oriental, setor tradicionalmente árabe da cidade sagrada. O jornal Haaretz informou em sua edição da quinta-feira que o governo autorizou as empreiteiras contratadas a darem início às obras. Na quinta-feira, o governo israelense anunciou os nomes das cinco construtoras que venceram as licitações para a construção de 307 novas habitações para judeus no bairro de Har Homa, prosseguiu o Haaretz. O anúncio do plano, em dezembro, motivou críticas dos Estados Unidos e atrapalharam o andamento das negociações entre israelenses e palestinos em um momento no qual elas acabavam de ser retomadas depois de quase sete anos de paralisia.

A notícia sobre a autorização para início das obras veio à tona apenas alguns dias depois de o governo de Israel ter divulgado planos de abrir licitação para a construção de 350 novas unidades habitacionais no mesmo bairro depois que as primeiras 307 estivessem resolvidas. Com a distribuição das licitações e o início das obras, parece agora mais provável que a segunda parte do projeto também saia do papel, o que representará uma grande expansão de um bairro judaico num setor tradicionalmente árabe de Jerusalém. "Nós denunciamos essa medida e acreditamos que isso minará os esforços para dar início às negociações sobre Jerusalém, os assentamentos e outras questões", declarou na quinta-feira o negociador palestino Saeb Erekat. Funcionários da Agência Territorial de Israel, responsável pelas licitações, não foram encontrados para comentar o assunto.

Tanto israelenses quanto palestinos reivindicam Jerusalém como capital. A cidade - sagrada para cristãos, judeus e muçulmanos - foi capturada por Israel em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias Anos mais tarde, o governo israelense anexou a cidade e a declarou sua capital "eterna e indivisível". As iniciativas israelenses, no entanto, são rechaçadas pela comunidade internacional, que defende uma solução negociada. Os palestinos reivindicam o setor árabe da cidade, conhecido como Jerusalém Oriental, como capital de seu futuro Estado independente e soberano.

Atualmente, cerca de 180.000 israelenses vivem no setor árabe da cidade. De acordo com o último censo, 208.000 palestinos vivem em Jerusalém Oriental. Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro, Ehud Olmert, disse que a intenção de Israel é negociar o futuro de Jerusalém, mas não há planos de parar as construções na cidade.

 
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